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Lily’s Secret Garden Cooking Class, uma imersão pela gastronomia e a cultura do Camboja

Para conhecer a cultura de um país é muito importante conhecer a sua gastronomia, seus pratos principais, seus ingredientes, suas tradições.

Baseado nisso em quase todas as nossas viagens para um novo país tentamos incluir uma aula de culinária no roteiro, como forma de imersão cultural e aprendizado sobre o lugar.

Quando fomos à Siem Reap no Camboja, não foi diferente. Em minhas pesquisas encontrei bem referenciado no tripadvisor a escola “Lily’s Secret Garden Cooking Class”.

A aula começa em um mercado local, onde compramos os ingredientes para compormos o menu. Nosso guia pelo mercado foi o Chris, marido da Lily.

Já fizemos aulas assim no Peru, na França e na Tailândia, mas nenhum lugar nos chocou e nos tirou da nossa zona de conforto como o mercado no Camboja.

Um mercado local muito simples, em alguns lugares até mesmo sujo (tinha chovido muito no dia anterior o chão estava com muito barro), onde se vendia de tudo, motos passavam entre as bancas, enfim, um caos organizado, parte da cultura daquelas pessoas.

Senti muito mais a realidade daquelas pessoas frequentando o mercado do que durante toda a nossa estadia na zona turística de Siem Reap. Você vê toda a pobreza daquela população, contrastando com a sua alegria e simplicidade.

Aprendi muito mais naquele lugar do que aprenderia em muitas cidades bonitas, ricas e desenvolvidas pelo mundo.

Sobre as compras, o mercado tem de tudo. Frutas, legumes, arroz, leite de coco, especiarias, e até mesmo cobras (vivas e mortas)!!! Isso também é um traço cultural, pois o país passou por uma grande guerra civil que gerou muita fome e pobreza, por isso muitas coisas que jamais imaginamos como comida, por lá são aproveitadas.

Após as compras e todo esse aprendizado sobre a sociedade de Siem Reap, seguimos para a escola da Lily. O Lily’s Secret Garden, além da cooking class, também tem um restaurante com preços justos e um menu muito bem elaborado, inclusive com versão vegana dos pratos.

Nosso menu foi basicamente: fresh spring rolls de frango como entrada, um macarrão de arroz com frango (a primeira vista até parece com o Phad Tai, mas tem diferenças na massa e no preparo) e de sobremesa tinha duas opções: abóbora com creme de coco e banana com creme de coco.

Ao final da aula ganhamos um livro de receitas com essas receitas que fizemos e mais outra do menu da aula feita durante a tarde, com outra opção de entrada e prato principal.

Nosso professor foi um dos ajudantes da Lily, ele nos explicou o passo a passo de todas as receitas e fomos desenvolvendo os pratos. Dividimos a aula com um casal de ingleses muito simpáticos.

O spring roll eu já havia aprendido na cooking class da Benny na Tailândia, houve poucas diferenças no preparo. Já para o Leo foi algo novo porque na aula da Benny ele fez um prato de entrada diferente.

O preparo do macarrão foi a parte mais legal, me senti muito masterchef cozinhando naquela panela enorme, fritando tudo, sentindo o cheiro agradável da comida. Me encontro tanto nessas aulas, acho que tenho um talento culinário que precisa ser desenvolvido e encorajado mais vezes.

A sobremesa tem um preparo bem simples e um sabor discreto, leve. Não é como o que estamos acostumados no nosso paladar, sabores mais doces e marcantes. É uma experiência diferente.

Ao final da aula saboreamos todos os pratos e conversamos sobre o Camboja e os roteiros e destinos no Sudeste Asiático.

E não pode faltar uma foto de todos no final, com os nossos certificados do curso, agora já posso dizer que sou quase uma expert em gastronomia do Camboja! rs

O que eu levo dessa experiência? Muito além das receitas, levo o sorriso e a simplicidade desse povo trabalhador e esforçado, mesmo em meio há tantas dificuldades que o país ainda sofre.

Recomendo essa aula tanto para o aprendizado da culinária quanto para a lição de vida que você vai ter durante a visita ao mercado local. É uma forma de imersão, de ir muito além dos pontos turísticos e templos de Siem Reap.

Lily’s Secret Garden Cooking Class


*Agradecemos a Lily’s Secret Garden Cooking Class pela parceria. As opiniões expressadas aqui são sinceras e baseiam na nossa experiência.

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Warner Bros Studio Tour em Londres: The Making of Harry Potter! Detalhes do tour e como chegar!

Viagens além de serem momentos de lazer para aliviar o stress do dia a dia são oportunidades para a realização de sonhos.

Baseado nisso, a minha atração número um quando comecei a planejar a nossa viagem para Londres não poderia ser outra: Harry Potter Warner Bross Studios.

Nós crescemos com a série Harry Potter, primeiramente com os livros e depois com os filmes. Quando comecei a ler eu tinha aproximadamente a idade que Harry, Ronnie e Hermione tinham no inicio da série dos livros.

A possibilidade de viver por um dia o sonho de fazer parte desse universo mágico era uma das experiências que eu mais aguardava nessa viagem.

Um dia antes do tour da Warner Bross, fui conhecer a Plataforma 9 3/4 e fiquei tão encantada! Não tinha ideia do tanto de coisas que veria no dia seguinte nos estúdios.

No inicio da visita eles passam um vídeo maravilhoso mostrando um pouco do que esse filme significa para uma geração. E o guia fez uma pesquisa sobre a nacionalidade das pessoas e haviam visitantes de praticamente todos os continentes, diversos países. E assim o tour começa.

E a emoção foi  tão grande, não consegui segurar as lágrimas. Nunca imaginei um dia estar naquele estúdio! Logo no inicio entramos no salão de Hogwarts, e estava com decoração especial de Halloween! (fomos em Outubro)

Depois temos diversos cenários de Hogwarts, a sala de aula do Snape, os dormitórios, o figurino da Umbridge, uniformes de quadribol, etc.

É uma série de referencias, passamos por todos os filmes. É inacreditável passear por esse studio.

Outra grande sorte que tivemos foi que tinha acabado de inaugurar a parte nova do tour a Floresta Proibida, parte da temática da nova franquia, dos “Animais Fantásticos”.

Tem também o trem de Hogwarts e a Plataforma 9 3/4, caso você não tenha ida na plataforma da King Cross é uma oportunidade para tirar aquela foto com o carrinho na parede.

No meio do tour tem um restaurante onde você tem a oportunidade de experimentar a cerveja amanteigada: pura (que é tipo um refrigerante com chantilly) ou na forma de sorvete.

Também tem para comer cachorro quente e alguns outros lanches. Isso faz parte da experiência do tour, acho super valido saber o sabor da cerveja amanteigada (mesmo que você depois ache um tanto enjoativa! rs).

Na parte externa tem o carro voador, o nôitibus , as enormes peças de xadrez, etc.

Depois passamos pelos efeitos especiais e efeitos de maquiagem.

Não podemos deixar de citar o Beco Diagonal e as suas lojas com vitrines que se mexem. Surreal! A Loja dos Weasley é a mais impressionante!

E por fim uma grande escultura de Hogwarts, que era usada nos efeitos especiais das filmagens que mostravam a parte externa do castelo.

E uma parede repleta de caixas de varinhas com o nome de todo o elenco e de todos que participaram da produção do filme.

Durante todo o tour passamos por algumas lojinhas temáticas (Animais Fantásticos, Hogwarts, etc), mas no final tem a melhor e maior loja, ficamos quase uma hora lá.

Tudo é em libras, então para o nosso cambio é caríssimo, mas não dá para ir lá e sair sem nenhum souvenir. Economize em outras coisas na viagem para compensar o gasto na lojinha.

Já havíamos comprado na loja da Plataforma 9 3/4 os cachecóis (Grifinória e Sonserina), lá compramos camisetas de quadribol, a minha do Harry e a do Leo do Malfoy. Até hoje não vi nenhuma camiseta parecida por ai, são realmente exclusivas daquela loja do studio.

E esse foi o meu relato completamente afetado e apaixonado por esse tour e por essa série, que marcou profundamente a minha vida e ainda continua fazendo parte.

PS: Demorei meses para escrever esse post porque eu estava muito envolvida emocionalmente com o lugar e não conseguia expressar tudo o que senti nessa visita em palavras. Espero ter conseguido passar um pouco dessa emoção para vocês.

Ingressos:

  • Adulto £43.00
  • Criança (De 5 à 15 anos) £35.00
  • Criança (De 0 à 4 anos) Grátis
  • Ingresso Família (2 adultos e 2 crianças / 1 adulto e 3 crianças) £140.00

Há possibilidade de comprar os ingressos no oficial do studio com pagamento em libras, compre com bastante antecedência porque esgotam rápido.

No site civitatis é possivel comprar o ingresso online em reais e escolher a opção “só o ingresso” ou “ingresso + transporte”.


Como chegar:

A maneira econômica é ir de trem. Você precisa ir para a estação Euston, nosso Airbnb era perto dava para ir à pé, mas se você estiver em outra região tem a estação de metro Euston também.

Nesse terminal dos trens você compra na maquina de auto atendimento uma passagem para a estação “Watforf Junction” (O ticket de ida e volta foi £ 17,00) guarde esse ticket até o final da viagem de volta! A viagem dura em média 20 minutos.

Ao chegar na estação, na saída dela tem um ponto de ônibus onde passa um ônibus que custa  £  2,50 ida e volta que te leva ao estúdio. Guarde o papel do ônibus para usar na volta. Não tem erro, o ônibus é todo temático escrito “Harry Potter” na lateral.

Se ir de trem não é a sua praia, existem transfers pagos e pacotes que incluem ingresso e transporte.


Warner Bros. Studio Tour – Harry Potter

  • Endereço: Studio Tour Dr, Leavesden WD25 7LR, Reino Unido
  • Funcionamento: De segunda à sexta das 9h30 as 22h00 / Sábado e Domingo das 8h30 as 22h00
  • Site Oficial: https://www.wbstudiotour.co.uk/


*Agradecemos ao Warner Bros. Studio Tour – Harry Potter pela parceria. As opiniões expressadas aqui são sinceras e baseiam na nossa experiência.

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Tutorial: Visto de Trânsito gratuito de 24h à 144h para China

Foto por Pixelbay

Nossa viagem para a China surgiu assim que fomos comprar a nossa passagem para a Tailândia. A companhia mais barata no momento era a AirChina que dava direito à stopover gratuito em Pequim.

Para conseguir esse stopover bastava pesquisar na opção “Múltiplos destinos” colocando uma parada em Pequim no caminho para Bangkok.

Assim que compramos a passagem surgiu uma dúvida: Brasileiros precisam de visto para entrar na China? Sim, precisa, se o destino final for a China ou se a estadia durar mais de 144h.

Ao pesquisar sobre o assunto descobrimos sobre o visto de trânsito que é aplicado justamente para stopover, onde você pode fazer uma parada de 24 horas à 144 horas (até 6 dias). No nosso caso seriam apenas 3 dias (72 horas).

Encontramos muitas informações na internet sobre a possibilidade desse visto, mas quase nada sobre o procedimento operacional no aeroporto para consegui-lo.

O aeroporto de Pequim é muito grande, confuso e com muita gente que tem dificuldade em dar orientações em inglês, então vou escrever um passo a passo para te ajudar a tirar o visto de transito quando chegar no aeroporto.

Quais países tem direito à esse visto?

São 53 países os quais os cidadãos podem ter a isenção de visto para trânsito por 144 horas, conforme informações do site da AirChina:

  • 24 países do Espaço Schengen na Europa: Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e Suíça.
  • 15 outros países da Europa: Rússia, Grã-Bretanha, Irlanda, Chipre, Bulgária, Romênia, Ucrânia, Sérvia, Croácia, Bósnia, Montenegro, Macedônia, Albânia e Mônaco e Belarus.
  • 6 países das Américas: Estados Unidos, Canadá, Brasil, México, Argentina e Chile.
  • 2 países da Oceania: Austrália e Nova Zelândia
  • 6 países da Ásia: República da Coreia, Japão, Cingapura, Brunei, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Foto por Pixelbay

Informações sobre o Visto 144h

Esse visto pode ser utilizado por quem chega através dos seguintes aeroportos:

  • PEK – Aeroporto Internacional de Pequim – Capital
  • TSN – Aeroporto Internacional de Tianjin Binhai
  • SJW – Aeroporto Internacional de Shijiazhuang Zhengding
  • SHA – Aeroporto Internacional de Hongqiao
  • PVG – Aeroporto Internacional de Pudong
  • HGH – Aeroporto Internacional de Hangzhou Xiaoshan
  • NKG – Aeroporto Internacional de Nanjing Lukou

Para fazer a solicitar é necessário ter passaporte válido e passagens (de avião, trem ou navio) com data de viagem e assento confirmados para outro país (ou regiões especiais da China : como Hong Kong, Macau, Taiwan).

Não vale se você estiver indo somente para a China, precisa ser um stopover. No nosso caso a passagem era São Paulo – Pequim – Bangkok. Tivemos que mostrar a passagem comprovando que estávamos na China em stopover e que o destino final era Bangkok.

Além dos aeroportos listados, a política de trânsito livre sem visto de 144 horas também está disponível em estações de trem e portos, incluindo a Estação Ferroviária Oeste de Pequim, o Porto de Dongjiang, o Porto de Qinhuangdao, o Terminal de Cruzeiros Internacionais do Porto de Xangai, o Terminal de Cruzeiros Internacionais de Xangai Wusongkou e a Estação de Trem de Xangai.

Passo a passo para o visto de trânsito no aeroporto de Pequim

  1. A primeira fila que você vai avistar quando entrar no aeroporto é a da imigração, mas você não vai entrar nela agora. Procure orientações e placas para “24/144 hour international transfer (apply to leaving airport)”, ele fica depois dessa fila da imigração.
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  2. Na fila do visto de transito vão te dar um formulário para preencher com os seus dados pessoais, hotel que você vai ficar, período de estadia. Precisa preencher tudo, inclusive telefone do hotel, eles conferem tudo
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  3. A fila do visto quando fomos estava enorme e tinham poucos funcionários atendendo, tem que ter paciência. Quando tudo der certo, agora sim você volta para a fila normal da imigração, na fila de estrangeiros, com o adesivo do visto para poder fazer a entrada no país.
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  4. Terminada essa etapa você pega um metro que tem dentro do aeroporto que vai para o terminal T3-C, onde se você tiver despachado mala vai conseguir pega-la e também é a saída.
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  5. Aproveite que perto das esteiras das malas tem algumas casas de câmbio (exchange), trocamos toda a moeda local para os dias que ficaríamos na China no aeroporto, para otimizar o tempo.
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  6. Procure a saída B1 para pegar um táxi. Tem o táxi oficial no balcão (bem mais caro), mas você pode tentar a sorte saindo e pegando um aleatório (mais barato). Foi o que fizemos e deu certo. Mostramos um papel do Booking em chinês com o endereço do hotel.
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Sabendo exatamente os lugares que você precisa ir vai te economizar bastante tempo e evitar stress. Porque com a dificuldade nas informações algumas pessoas que estavam no nosso voo acabaram pegando filas erradas, o que aumenta ainda mais o tempo para conseguir o visto.

Fazendo todo esse procedimento todo demoramos aproximadamente 2 horas para conseguir sair do aeroporto, então vá sem pressa, inclua no seu roteiro tempo suficiente para os tramites burocráticos antes de qualquer tour.


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Crônicas da Ásia: Pequim, o contraste entre a modernidade e as suas tradições

[Por Leonardo Rios] Eu estava há anos querendo conhecer a China. Meu objetivo era não sair da Ásia sem conhecer essa nação. Tive a sorte de cumprir.

Intrigante e peculiar, tenho a convicção que para mim é o país que mais representa a dualidade de futuro versus passado, somado a uma abertura recente ao mundo ocidental.

Conheci maravilhas do mundo antigo. Ver, caminhar, tocar, sentir as paredes frias e anciãs da muralha da China não tem preço…

Saber que bilhões de pessoas já foram afetadas por essa construção tão imponente, que até hoje vence o tempo, é ter a certeza que o ser humano possui uma alma guerreira, determinada e muitas vezes nociva.

A sua sociedade e os seus costumes divergem bastante dos nossos… Pude notar que a empatia humana frequentemente é perdida no meio do turbilhão urbano… Empatia… esse valor veio em minha cabeça repetidamente ao longo dos dias que estive lá.

Ver um ônibus ir a mais ou menos 5km/h piscando o seus faróis para não atravessarmos a rua na faixa de pedestre, acompanhado de idosos e crianças, ao invés de simplesmente parar, é um dos momentos que capturei para compartilhar.

E acreditem, há muito mais exemplos que ocorrem diariamente. Não há clareza e nem costume de seguir regras de convívio em grupos… O seu limite não termina onde o do outro começa.

Mas sendo mais racional: não devemos julgar e nem comparar culturas, pois não sabemos ao certo a dificuldade, heranças ancestrais e complexidade de um determinado povo frente a explosão globalizada.

Tive uma boa conversa com uma guia local, e ela me deu elementos que pude compreender melhor a situação que o país vive no momento: sua oficial abertura ao turismo se deveu somente em 2008, com as olimpíadas de Pequim (há exatos 10 anos; cidade que visitei).

Desde então há uma crescente procura de turistas ocidentais ao mundo chinês, porém a sua sociedade ainda não absorveu no ritmo acelerado as nossas “manias e regras”, como também a cidade, mesmo preparada para as olimpíadas, ainda carece de informações básicas turísticas (vide que o nosso próprio hotel tinha no máximo uns dois funcionários que sabiam falar inglês básico).

Quero voltar na China para visitar Shanghai, mas não tenho pressa…..vejo que alguns anos de espera será benéfico.

Mas visitar agora vale a pena? Sim! Vale e muito!

Por quê não explorar o desconhecido para você? Por quê não fazer as suas proprias descobertas? Não deveríamos todos experimentar sensações diferentes? Saber critica-las e evoluir como ser humano?

A China se torna esse ambiente de provação e explosões de sentidos, no final dessa jornada conseguiremos nos tornar mais completos em nosso próprio mundo.

 

Índice das Crônicas da Ásia:


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Local Table: Templos em Ayutthaya e almoço em uma fazenda de camarões em Suphan Buri (Tailândia)

Photo by TakeMeTour

Planejei essa viagem para a Tailândia por muito tempo, queria escolher cada detalhe para aproveita-la ao máximo e tornar tudo especial.

Além das atrações conhecidas e do ecoturismo, sempre gosto de incluir experiências gastronômicas no roteiro.

Eu tinha um dia inteiro para fazer um bate-volta para as ruínas da cidade histórica Ayutthaya, que já foi uma das capitais do Reino de Sião.

Em minhas buscas encontrei a empresa “TakeMeTour” que faz não só um tour completo pelas ruínas de Ayutthaya, como também incluía experiências gastronômicas locais no roteiro.

Com isso não tive dúvidas e escolhi o roteiro “Ayutthaya from Bangkok: Temples & Home-Cooked Tom Yum Kung at Shrimp Farm”. Que consiste em conhecer as ruínas históricas pela manhã e um almoço numa fazenda de camarões a tarde.

Esse tour foi feito em parceria com a empresa “TakeMeTour” e ministério do turismo  “Tourism Authority of Thailand”. Eles queriam promover o programa “Local Table” que reúne diversos tours com experiências gastronômicas locais, por isso enviaram uma pessoa para filmar e fotografar nosso tour, o que resultou no clipe promocional do tour abaixo:

Nossa guia nesse tour foi a Mai, uma simpática tailandesa que além desse tour tem muitos outros que envolvem gastronomia e atrações da região de Bangkok.

Não vou me ater à muitos detalhes sobre Ayutthaya, porque depois farei um post separado para detalhar a visita aos templos. Nós visitamos os três principais da cidade, que são:

Wat Yai Chai Mongkhon, que é o cartão postal de Ayutthaya, um dos mais conhecidos. Tem um buda reclinado e aquela fileira de budas com roupas amarelas. (que no dia que fomos só tinha alguns com roupa, devem ter colocado para lavar! rs)

Photo by TakeMeTour

Depois fomos no Wat Phanan Choeng que é um templo que tem influencias chinesas, tem um grande Buda e é perto de um rio, onde pudemos alimentar os peixinhos, muito legal!

 

Finalizamos no sensacional Wat Mahathat onde tem a cabeça do Buda entre as raízes das arvores. E as ruínas desse templo são muito parecidas com o estilo de Angkor Wat no Camboja.

Após conhecermos os templos partimos para a fazendo de camarões da Mai em Suphan Buri. Mas antes ela parou para nos mostrar uma pequena fábrica de um doce local. É tipo um algodão doce em tiras que você enrola numa panqueca, inusitado e gostoso.

Para podemos almoçar um Tom Yum Kung de camarão (que é uma sopa típica tailandesa) tivemos que antes pesca-los. Foi uma experiência muito interessante!

Primeiro o Tio da Mai nos mostrou como jogar a rede. Depois foi a vez do Leo tentar… Ficou bem legal na foto, mas o resultado não foi muito bom… Foram poucos camarões! rs Na segunda e terceira vez ele teve mais sorte.

Photo by TakeMeTour
Photo by TakeMeTour

Com os camarões fomos à fazenda para a Mai começar a preparar o banquete do almoço. Enquanto isso o marido da Mai nos levou para mostrar mais sobre a fazenda de camarões e também a fazenda vizinha que produz flor de lótus!

E descobrimos que a lótus tem uma semente comestível, experimentamos e é tipo uma castanha.

Além da sopa Tom Yum Kung de camarão, a Mai preparou um peixe inteiro frito, arroz, camarões ao alho e óleo e cogumelos empanados. Foi um grande banquete! Uma das melhores refeições de toda a nossa viagem.

E além de toda a experiência gastronômica foi interessante conhecer a cultura e os costumes locais. Por exemplo, almoçamos sentados em cima da mesa, comendo apenas com uma colher tailandesa (é um pouco diferente de uma colher comum) e as mãos.

Foi uma imersão tão grande nos reais costumes de uma família normal que vive no campo na Tailândia, coisa que jamais teríamos fazendo um tour normal, coisa que só o Local Table consegue nos proporcionar.

Depois do almoço descansamos um pouco na fazenda e ainda teve tempo para mais uma aventura! A Mai nos mostrou um tipo de moto com um suporte para passageiros muito usada pelo povo da região e demos uma volta nela pela fazenda.

Nosso tour já havia acabado e estávamos voltando para Bangkok, quando a Mai resolveu parar para nos mostrar um local muito interessante. É uma estrutura de bambu feita para ser algo tipo um galinheiro e que dá acesso à um mercado flutuante local (verdadeiro, nada de mercado para turista ver).

Photo by TakeMeTour

E o por do sol mais lindo da viagem não era parte do roteiro, assistimos esse espetáculo enquanto caminhávamos pelo local.

Photo by TakeMeTour

Se um dia eu voltar à Tailândia vou reservar vários dias para fazer esse tipo de tour do Local Table, tem em outras cidades além de Ayutthaya : Bangkok, Chiang Mai, Chiang Rai, etc. Devem ter outras tantas boas experiências de imersão na cultura e na gastronomia para serem descobertas.

E eu só tenho à agradecer à Mai por esse dia, foi muito além de visitar as ruínas de Ayutthaya  e comer um delicioso Tom Yum Kung de camarão, foi um dia onde tivemos tantas experiências valiosas para a vida, conhecemos de perto a simpatia e vida simples do povo de Suphan Buri.

Viagens são valiosas e nos transformam quando buscamos esse tipo de experiência, que vai muito além de conhecer as atrações turísticas famosas do lugar, é se conectar com pessoas, ir à fundo na cultura local.

Photo by TakeMeTour
*Agradecemos a empresa TakeMeTour e Tourism Authority of Thailand pela parceria. As opiniões expressadas aqui são sinceras e baseiam na nossa experiência.

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Internet na China sem bloqueio: como acessar Google e Redes Sociais

Quando se planeja uma viagem para a China, uma das primeiras coisas que precisa ter em mente é que a internet sofre bloqueios por parte do governo.

Vale lembrar que o bloqueio não funciona para Hong Kong e Macau, pois são territórios autônomos com leis diferentes.

Então, quando você comprar um chip local ou conectar o wi-fi do hotel ou de qualquer outro lugar, você não vai conseguir acessar o Google, Whatsapp, Facebook, Instagram e muitos outros sites e redes sociais utilizadas no mundo ocidental.

E essa regra vale até mesmo para o Google Maps, o aplicativo essencial de todo viajante para se localizar e se locomover. Estar sem acesso à essa ferramenta de localização pode resultar em muitos perrengues.

Na China o “Google” deles é o Baidu! Sim, aquele que tem fama péssima aqui no Brasil, que é quase como um vírus, fica instando indevidamente quando você baixa algo, tem inclusive altos memes sobre o assunto! rs E no lugar do whatsapp eles usam o aplicativo “WeChat”, por exemplo.

Mas calma, sem pânico! Existem formas de burlar o bloqueio, caso você não queira fazer um detox digital durante a sua viagem pela China.

Existem duas saídas: Usar um programa VPN (Virtual Private Network) para burlar o bloqueio ou usar um chip internacional em roaming para navegar livremente.

O VPN é uma rede privada e criptografada que usa um IP não rastreável, com isso a sua localização não é identificada pelo site que esta sendo acessado e burla o bloqueio. Isso foi muito utilizado inclusive no Brasil, na época que houve o bloqueio ao Whatsapp.

Alguns exemplos de aplicativos VPN: VPN Express, VPN One Express, Best VPN Proxy Betternet, Surf Easy VPN, etc. Alguns são pagos, outros grátis, é preciso analisar e testar. Baixe tudo e teste antes da viagem. Não posso opinar sobre o VPN porque escolhi a opção do roaming, a mais simples e prática.

Comprei um chip de internet da Easysim4u para a viagem toda. Ele funciona em 140 países, incluindo a China, e também Tailândia e Camboja que eram parte do meu roteiro.

Esse chip é da operadora T-Mobile dos Estados Unidos e funciona como roaming nos demais países. Não tem segredo, basta comprar o chip na versão “DADOS MUNDI”, escolher a quantidade de dias necessária para a sua viagem e aguardar a entrega pelo correio.

Coloquei o chip no meu celular e não foi necessário fazer nenhuma configuração. Assim que tirei do modo avião no aeroporto já recebi uma SMS avisando que estava ativado para uso na China e consegui normalmente usar o whatsapp para avisar minha família que cheguei e atualizar os stories no Instagram.

A velocidade da internet na China foi muito boa, mais rápida inclusive do que na Tailândia. O que foi ótimo porque na China eu dependia exclusivamente dessa internet do chip e na Tailândia eu podia usar wi-fi do hotel e dos restaurantes sem nenhum bloqueio ou restrição.

A internet foi essencial inclusive para chamar um DiDi (aplicativo exatamente igual ao Uber utilizado na China) as 4h30 da manhã para ir ao aeroporto. Isso significou economia (foi menos da metade do preço de um táxi normal) e tranquilidade, porque acredite, não é fácil se comunicar em Pequim! rs

Costumo dizer que a China é um país complicado, não é para iniciantes. Então para facilitar, pelo menos um pouco a sua vida, é necessário estar conectado para conseguir se localizar, se comunicar e se dar ao luxo de atualizar as suas redes sociais.

Então essa é a minha dica para os que não abrem mão de internet livre para usar os seus aplicativos e redes sociais favoritas durante uma viagem à China.


Acesse o site da Easysim4u e faça uma simulação do plano de dados para a sua viagem


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Sak Yant: como fazer uma tatuagem sagrada em Bangkok (Tailândia)

Quando comecei a planejar o roteiro da viagem para a Tailândia, separei várias atrações e pontos turísticos essenciais, mas havia uma experiência que não poderia faltar.

Há alguns anos li na internet sobre as tatuagens sagradas tailandesas chamadas “Sak Yant”. Elas ficaram mais conhecidas depois que a Angelina Jolie as fez quando esteve no sudeste asiático para a filmagem do filme “Tomb Raider”.

O que é a Sak Yant?

Sak Yants são tatuagens sagradas, a tradição tem mais de 2 mil anos, os soldados usavam as tatuagens nas batalhas como forma de proteção, como se fosse uma armadura.

São feita por um monge ou um ajarn, geralmente há uma entrevista antes e nem sempre é possível escolher o desenho.

Os ajarns são mestres da arte da Sak Yant, eles que tem o mesmo poder espiritual que os monges e estão habilitados para realiza-las.

Tem todo um ritual de bênção após a tatuagem onde são falados alguns mantras e o monge assopra ela como parte do ritual de ativação da sua mágica.

E existe um código de conduta a ser seguido para que ela não perca os seus poderes mágicos, que basicamente é ser uma pessoa boa, não matar, não roubar, não trair seu parceiro.

A tatuagem é feita com uma agulha de bambu que faz parte da arte e do ritual tradicional, diferente das tatuagens contemporâneas que são feitas à máquina.

Desenhos e significados

Os desenhos das tatuagens são figuras geométricas com mantras e símbolos budistas que significam poder e proteção, abençoando quem as carrega.

Geralmente é feita uma entrevista onde o monge ou ajarn pode determinar qual é o desenho certo para o tipo de bênção que você precisa. Mas alguns deixam você escolher, depende do local.

Existem três desenhos que são os base, geralmente usados para os iniciantes nessa arte:

Gao Yord (Novo picos ou Nove representações de Buda)

É uma das mais poderosas de todas as Sak Yants. Geralmente é feita próximo ao pescoço, o desenho precisa estar em posição elevada.

Ela tem 9 representações de Buda na montanha mítica chamada Monte Meru. Seus mantas tem como significado:

  • Maeta Ma Hah Niyom : Com essa bênção, você será tratado por outras pessoas com grande bondade e compaixão, melhorará a sua popularidade e o ajudará a obter tratamento preferencial.
  • Klaeoklad : Este benefício garante que o usuário não sofra ferimentos graves.
  • Chana Satru : A capacidade de derrotar o inimigo.
  • Ma Hah Amnat : Isso dará ao portador grande poder, autoridade e controle sobre outras pessoas.
  • Awk Seuk : A vontade de ir para a guerra ou para lutar batalhas para aqueles que têm a sua lealdade e o desejo de lutar pelo que é certo.
  • Kong Kra Phan : Isso irá fornecer proteção mágica e invencibilidade.
  • Oopatae : Isso garantirá que em qualquer empresa ou atividades de negócios que o usuário esteja envolvido, ele terá a capacidade de fazer o trabalho corretamente e garantir que tudo corra bem.
  • Ma Hah Saneh : Isso lhe dará charme e aumentará sua popularidade e atratividade com o sexo oposto.
  • Ma Hah Lap : Isso trará grande boa sorte e sorte.
  • Noon Chataa : Este benefício irá melhorar o seu destino
  • Pong Gan Antarai : Isso dará proteção contra acidentes, incluindo desastres naturais, bem como proteção contra atos de violência.
  • Nah Tee Gan Ngan Dee: Este benefício irá ajudá-lo a melhorar suas circunstâncias no trabalho

Além disso, a  Sak Yant Gao Yord irá proteger o usuário contra os maus espíritos e todas as formas de “Magia Negra”.

Hah Taew (Cinco linhas)

Hah Taew, representa os 5 yants ou mágicas. Essas 5 mágicas que a compõe são os 4 elementos (ar, fogo, terra e água) somados à Buda.

Essa tatuagem pode sofrer alterações na sua composição  de acordo com o monge ou ajarn que a fizer.

  1.  A primeira linha previne punições injustas, limpa os espíritos maus e protege o lugar onde você mora.
  2. A segunda linha protege contra má sorte e inverte as energias negativas.
  3. A terceira linha protege você do uso de magia negra e de qualquer um que tente fazer algo contra você.
  4. A quarta linha energiza, dá boa sorte, sucesso e fortuna em suas futuras ambições e estilo de vida.
  5. A quinta linha melhora o carisma e atração para o sexo oposto. É também um impulso para a quarta linha.

Paed Dan (Oito direções)

Paed Dan é um circulo com oito representações de Buda, costuma ser usado para proteger aqueles que viajam, para iluminar os seus caminhos. Também afasta os maus espíritos.

Como foi fazer a Sak Yant

Em busca de um lugar para fazermos a Sak Yant, descobrimos que no templo Wat Bang Phra, próximo de Bangkok, é possivel fazer de graça levando apenas uma oferenda ao monge.

Entretanto não pode escolher o desenho, muitos monges se recusam a fazer a sak yant em mulheres (nem mesmo com luvas) e a questão da higiene é questionável, eles não trocam a agulha à cada tatuagem (cerca de 50 pessoas compartilham a mesma agulha e tinta). Com base nessas informações resolvemos descartar essa opção.

Não queriamos simplesmente ir em um estúdio de tatuagem e fazer a tatuagem, queríamos um monge ou ajarn que pudesse fazer todo o ritual. Tem muitos estúdios em Bangkok que fazem os desenhos das Sak Yants, até mesmo usando a agulha de bambu, mas não tem a “mágica”.

Depois de muita pesquisa encontramos a agencia WSE Travel que oferece um tour em Bangkok e em outras cidades da Tailândia (Chiang Mai, Chiang Rai, Ayutthaya, Sukhothai) para fazer a Sak Yant com o ritual completo com um Monge ou Ajarn em um estúdio ou templo com total higiene, afinal com saúde não se brinca.

Essa era uma das condições que o Leo impôs para podermos fazer a Sak Yant, precisava ser em um local confiável com toda a higiene de um studio de tatuagem.

Reservamos nosso ultimo dia em Bangkok, antes do voo de volta para São Paulo, para realizar essa experiência.

Nossa guia foi a Sea, muito simpática que nos acompanhou por todo esse dia. Antes de pegarmos o táxi para o local da Sak Yant, ela nos apresentou o Bubble Tea, que é um chá gelado com vários sabores que tem bolinhas de gelatina dentro. É muito gostoso! Ela disse que essa bebida está fazendo muito sucesso em Bangkok. (pena que só descobrimos no último dia da viagem)

Fomos ao studio do Ajarn Neng. Ao chegar enquanto aguardávamos a nossa vez recitamos alguns mantras, acendemos incensos e conferimos um álbum com fotos de várias sak yant feitas pelo Ajarn.

Como ainda iria demorar um pouco, a Sea nos levou para almoçar. Experimentamos um outro tipo de noddle, diferente do pad thai, num restaurante local.

Ao entrarmos no studio, ele mais parece um templo, é repleto de imagens religiosas. Primeiro passamos por uma entrevista com o Ajarn. Ele não fala inglês, então tudo era traduzido por intermédio da Sea.

Falamos sobre o que queríamos que a Sak Yant representasse, o tipo de benções que queríamos. Com base no que dissemos ele indicou que o Leo fizesse a Gao Yord (Nove picos) e eu a Hah Taew (Cinco linhas).

Ele nos mostrou dois papeis com variações dos desenhos dessas tatuagens para escolhermos, algumas tinham diferenças que poderiam mudar um pouquinho o significado, incluir outras bênçãos.

Escolhi uma versão um pouco diferente da Hah Taew e o Leo escolheu o desenho tradicional do Gao Yord.

No tour está incluso uma Sak Yant de tamanho médio. Se você quiser fazer uma maior precisa pagar a parte, em dinheiro ou via paypal. Tudo deve ser combinado com o Ajarn antes do inicio da tatuagem.

O Leo foi o primeiro a fazer, tudo começa com ele medindo a posição de onde será feita a tattoo e colocando o desenho, como em uma tatuagem comum, para começar a tatuar por cima.

A agulha de bambu doí muito mais que uma tatuagem feita na maquina, você sente cada agulhada enquanto o monge desenha a sua tatuagem.

A dor é intensa, porém suportável. Nesse momento você precisa ter convicção do que esta fazendo, que não é uma simples tatuagem, é uma bênção para toda a sua vida, tem um propósito maior.

Não se deixe enganar pela foto abaixo, estava doendo muito e foi bem díficil sorrir! rs

O estúdio tem até wi-fi, mas posso garantir que você nem vai querer saber dessa informação quando estiver tatuando! rs Talvez somente quando estiver esperando quem estiver com você fazer a tattoo.

Cada tatuagem demorou por volta de 30 minutos, ambas de tamanho médio, a minha era um pouco maior.

Após a finalização do desenho, o Ajarn recita vários mantras, assopra e abençoa a sua Sak Yant dando a ela a sua magia. Essa é a parte mais importante de todo o ritual, me emocionou.

No estudio havia uma placa com os cuidados após a tatuagem e as regras de conduta para a sua Sak Yant são perder os poderes. As regras são basicamente ser uma pessoa boa, e não trair, não roubar, não matar.

Uma curiosidade é que esse Ajarn já tatuou várias celebridades entre elas está o ator Steven Seagal, tem algumas fotos nas paredes com esses registros. O Leo identificou também o ator Ryan Phillippe.

A minha viagem à Tailândia só foi completa depois de fazer a minha Sak Yant, foi a melhor forma de terminar a viagem e trazer comigo uma bênção eterna.

Fazer uma Sak Yant vai muito além de simplesmente fazer uma tatuagem, é acreditar no seu poder e viver uma vida marcada pela bondade para que ela sempre continue te abençoando.

  

Ficamos felizes por fazer boa escolha para essa experiência através da WSE Travel que nos deu todo suporte e nos esclareceu todas as dúvidas. Recomendamos o trabalho deles.

Para fazer o agendamento online para fazer a Sak Yant e demais informações acesse o site da WSE Travel.

Abaixo uma foto da minha Sak Yant nove dias depois da tatuagem, com o processo de cicatrização quase completo:


*Agradecemos a WSE Travel pela parceria. As opiniões expressadas aqui são sinceras e baseiam na nossa experiência.

Todos os posts sobre essa viagem:

GERAIS

CAMBOJA

CHINA

TAILÂNDIA


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Crônicas da Ásia

[Por Leonardo Rios] Por que os melhores textos vem quando menos esperamos? Talvez seja a famosa inspiração que acompanha uma reflexão?

Estou a caminho do aeroporto, partindo do Camboja para a Tailândia… Chegando no final da nossa jornada. Estamos em um grande engarrafamento por conta do festival anual das águas, mas acho que conseguiremos chegar a tempo….vamos ver…

Essa viagem de 25 dias pela Ásia foi realmente valorosa, pude conhecer muitas coisas, sair e viver fora da zona de conforto, ver construções lindas, conhecer pessoas interessantes e amigáveis.

Também pude experimentar dores da sociedade que aprendemos a ignorar e ver mundos que nós não conhecemos e que não nos conhecem.

Há tantos valores que praticamos e que não importam em alguns mundos… como também notar detalhes que nos passam despercebidos porque não nos fazem falta no dia a dia. Alguma vez imaginou que 50 centavos de dólar (aproximadamente 2 reais) seria o seu orçamento do dia para alimentação?

Já pensou em ter uma vida que não haja pausas, ferias, descansos, pois suas consequências em faze-las seriam tão duras a ponto de afetar a sua alimentação e sobrevivência? Vivendo em um ciclo sem fim aparente? Há lugares e situações assim…

Claro que não precisamos sair do Brasil para ver os exemplos citados a cima… Mas imagine um país inteiro praticamente vivendo assim…sim… uma nação… imagine uma terra com uma grande ferida aberta de uma recente ditadura comunista…

Imagine uma política e suas leis marcadas por tamanha corrupção e sem esperança de melhora aparente por pelo menos 3 gerações continuas…. Isso infelizmente existe… Pude ver essa realidade no Camboja…

Pois bem, farei uma serie de crônicas sobre a nossa jornada pela Ásia (China, Tailândia e Camboja),  dividirei com você a minha visão, seus encantos e particularidades.

Espero que sirva para informação e reflexão, pois me sinto afetado por isso e quero compartilhar meus sentimentos.

*Chegamos a tempo no aeroporto

Índice das Crônicas da Ásia:


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Roteiro Ásia Trip: 25 dias na China, Tailândia e Camboja

Voltei de viagem e estou eufórica para começar a contar como foi essa viagem. Sempre sonhei com esse roteiro, Tailândia há alguns anos era o meu destino dos sonhos.

O foco do roteiro foi a Tailândia, onde ficamos a maior parte do tempo conhecendo Bangkok, Ayutthaya, Chiang Mai, Phuket e Phi Phi.

Como já iríamos enfrentar todas as horas necessárias do voo para ir para a Tailândia, nosso voo foi pela AirChina com isso conseguimos, sem pagar nada à mais na passagem, fazer um stopover em Pequim (China) na ida. A muralha da China era o sonho do Leo e seria possivel realizar nessa parada.

E para fechar o roteiro também sempre quis conhecer o templo Angkor Wat (aquele que aparece no filme do Tomb Raider) e o Camboja é pertinho da Tailândia.

Com isso fechamos nossa lista da Ásia Trip com três países: China, Tailândia e Camboja.

Mas e o Laos, Myanmar, Vietnã, Indonésia (Bali), etc? Daria para incluir outras paradas, porém optamos por focar nos países escolhidos, ter tempo para conhecer todas as atrações importantes. Não queríamos ficar com aqueles roteiros “pinga pinga”, dois ou três dias em cada país, na maior correria, só para encher o nossa mapa de pins e dizer que conhecemos um monte de países.

Mas porque 25 dias? Perde-se muito tempo quando vai para Ásia, fora o tempo das conexões, foram aproximadamente 26 horas de voo, de São Paulo à Bangkok (em três etapas: GRU-MAD, MAD-PEK, PEK-BKK).

Esse post é para iniciar essa viagem no blog e dar um panorama geral do roteiro, que será “destrinchado” em diversos posts nos próximos meses.


PLANEJAMENTO DE VIAGEM – ÁSIA TRIP


COMO CHEGAR

Compramos a passagem principal com quase 1 ano de antecedência em uma promoção da AirChina. Pegamos o voo São Paulo – Bangkok, com a opção do stopover gratuito em Pequim na ida.

Escrevi um post sobre a experiência de voar 26 horas para chegar em Bangkok e sobre como foi o voo com a AirChina.

Também utilizamos voos da AirAsia com o “AirAsia Asean Pass” que é um passe que você compra e utiliza para voos low cost na Ásia para os voos internos na Tailândia (Bangkok-Chiang Mai, Chiang Mai-Phuket) e para ir para o Camboja (Phuket-Siem Reap, Siem Reap-Bangkok)


VISTO


VACINA DE FEBRE AMARELA

Desde 1997 a Tailândia exige a apresentação do ” Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela”.

Assim que você chega no país, antes de passar pela imigração precisa ir ao balcão do “Health Control” preencher um formulário e apresentar o seu certificado. Só com essa etapa concluída que você pode ir para a fila da imigração.


CHIP DE CELULAR COM INTERNET

Se você já quer chegar com internet garantida para usar durante toda a viagem recomendo os chips internacionais da Easysim4u, confira os planos. Ele funciona em 210 países, é bem pratico.

Também é possível adquirir o chip de uma operadora local com pacote de dados em um shopping ou no próprio aeroporto. Mas nesse caso você precisa trocar de chip toda vez que trocar de país.

Mas vale lembrar que na China a Internet sofre muita censura e bloqueios não funciona Google, Facebook, Instagram, Whatsapp e etc. A saída para driblar o bloqueio é o uso do VPN ou um chip da Easysim4u que é da operadora americana T-Mobile, escrevi um post explicando melhor essa questão.


ESTILO DA VIAGEM

Fomos de mochilão, mas temos algumas ressalvas, não somos “mochileiros de raiz”.

Utilizamos a mochila Thule Stir 35L, que julgamos o tamanho e as dimensões ideais para ir como bagagem de mão tanto no voo principal da AirChina como nos voos lowcost da AirAsia. E foi uma escolha acertada, não tivemos nenhum problema em levá-la como bagagem de mão, sem despachar.

Nosso estilo mochileiro se dá pela praticidade de não precisar despachar a bagagem, facilidade para carregar (além de avião, utilizamos barco, táxi, tuk tuk, etc) a mochila é muito mais fácil de carregar que a mala de rodinha, mesmo uma pequena.

E também nos vem a questão do minimalismo, viajar com essa mochila por 25 dias foi uma lição sobre desapego e prioridades. Fomos com uma bagagem bem enxuta e na volta constatamos que daria para ter ido com menos ainda.

Resumindo o nosso estilo de viagem foi de mochilão, mas ficamos em hotéis com bom custo benefício e apreciamos muito experiências gastronômicas em bons restaurantes. Quebramos um pouco o estereótipo de que “quem viaja de mochila só fica em hostel e como mal para economizar”.


SEGURO VIAGEM

Não tem como viajar para um lugar onde ouvimos falar de tanta gente que fica doente, teve algum tipo de intoxicação alimentar, sem fazer um seguro viagem.

Mesmo com o seguro do cartão de crédito, fiquei bem preocupada e fiz à parte um seguro viagem. Fechamos o plano AT 40 INTER da segura Assist Trip com cobertura de USD 40.000,00 na Seguro Promo.

Faça uma cotação no site da Seguro Promo, utilize o cupom JUNYPELOMUNDO5 para ter 5% de desconto  na sua compra! Acesse e pesquise!


ROTEIRO DE 25 DIAS – CHINA, TAILÂNDIA E CAMBOJA


  • DIA 1 Saída GRU-PEK Airchina
  • DIA 2 Conexão MAD

PEQUIM

DIA 3

DIA 4

BANGKOK

DIA 5

DIA 6

DIA 7

DIA 8

  • Dia livre em Bangkok – Passeio na parte mais urbana e moderna da cidade, nos shoppings

CHIANG MAI

DIA 9

  • Voo DMK – CNX Airasia pass
  • Hotel Thapae Loft (End: 142. Ratchapakinai Rd. Tumbol phasing Amphur muang Chiang mai)
  • Dia livre – Explorar a cidade amuralhada e os seus templos, Night Bazar
  • Fazer uma massagem no spa “Lila Thai Massage” (foi a melhor massagem da minha vida, é o spa mais top da Tailândia)
  • Jantar temático com dança e música Cantonês – existe uma comunidade cantonesa muito grande em Chiang Mai que faz esse espetáculo, vale a pena conferir.

DIA 10

  • Tour no parque Doi Inthanon com Trekking nas montanhas – empresa Travel Hub

DIA 11

  • Elephant Jungle Sanctuary – Morning Tour, interação ética em um santuário de elefantes, alimentação, interação e banho no rio.
  • Sunday Market – mercado de rua que tem todo domingo na cidade amuralhada

DIA 12

  • Benny’s Home Cooking Chiang Mai – Passeio por um mercado local e aula de culinária para aprender a fazer 5 pratos tradicionais tailandeses.
  • Voo CNX- HKT AirAsia pass

PHUKET

DIA 13

DIA 14

  • Passeio de barco e snorkel pelas ilhas: Banana Beach, Coral Island e Racha Beach

KO PHI PHI

DIA 15

DIA 16

  • Dia livre em Ko Phi Phi para aproveitar a praia.

DIA 17

  •  The Maya Bay Sleep Aboard Iriamos fazer esse tour, mas o Leo machucou o pé em um coral e estava chovendo muito, tivemos que mudar os nossos planos e voltar para Phuket mais cedo

PHUKET

DIA 18

  • Dia livre em Phuket, fomos ao cinema, passeamos por Patong e conhecemos alguns restaurantes.

SIEM REAP

DIA 19

DIA 20

DIA 21

  • Dia inteiro em Angkor Wat – Conhecer os três principais templos em um tour privado

DIA 22

  • Dia livre em Siem Reap
  • Ir ao Hard Rock Café
  • Experimentar uma “Khmer massage” (Tipo a Thai Massage, mas com uma técnica um pouco diferente)
  • Ir no Festival anual das Águas
  • Voo para Bangkok

BANGKOK

DIA 23

DIA 24

  • Voo BKK-GRU

DIA 25

  • VOO PEK-MAD / MAD-GRU

E esse foi o nosso roteiro, construído com muito carinho tentando aproveitar ao máximo o tempo e as experiências de cada destino.

Nos próximos meses vamos detalhar no blog todas as atrações visitadas e escrever todas as dicas para o planejamento dessa viagem.


Todos os posts sobre essa viagem:

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Estamos de férias… Acompanhe a nossa nova aventura!

Foto por pixabay

E hoje partimos para a nossa tão sonhada “Ásia Trip” que passará por três países. Vocês já devem imaginar parte do nosso roteiro, mas não vamos contar tudo, adoramos fazer suspense! rs

Essa viagem é o meu sonho há alguns anos e fiz o roteiro com muito carinho, tentando conhecer ao máximo a essência de cada país.

Vai ter lugares grandiosos, templos budistas, experiências gastronômicas, ruínas históricas, trekking, praias paradisíacas, mergulho, etc…

Vamos escrever sobre tudo isso quando voltarmos, não faltarão boas dicas, principalmente de algumas experiências diferentes dos roteiros tradicionais. Afinal o foco do blog é viagens, gastronomia e aventura.

E não precisa esperar nós voltarmos para acompanhar essa viagem. Estaremos conectados o tempo todo com um chip da Easysim4u postando muitos vídeos stories no Instagram. E as melhores fotos no Instagram e no Facebook do blog.


Embarque com a gente nessa aventura pela Ásia!


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