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Como foi voar 26 horas com a AirChina, de São Paulo à Bangkok com stopover em Pequim

Foto por pixabay

Quando começamos a planejar a nossa viagem para a Tailândia, o Leo queria muito uma forma de incluir a China no roteiro, afinal estaríamos tão perto, percorríamos tantas horas para chegar na Ásia.

Para que isso pudesse acontecer a melhor forma era comprar o nosso voo todo com a companhia aérea AirChina.

Acompanhamos por meses as promoções no site “Melhores Destinos” até encontrar a nossa promoção de voo São Paulo – Bangkok, com possibilidade de stopover em Pequim, com preço dentro dos parâmetros para uma viagem tão longa como essa.

Quer saber como fazer stopover e pesquisar passagem com múltiplos destinos? Escrevi um post explicando tudo sobre essa técnica.

Depois de comprada a passagem, comecei a pesquisar sobre a AirChina e vi muita coisa estranha por ai, problemas com os voos, atrasos, cancelamento de voo fazendo voo ficar sem rumo no aeroporto de Pequim e deu aquele medinho.

Mas não podia fazer nada, a passagem estava paga e íamos ter que encarar de qualquer forma. Escrevi esse post para falar sobre a nossa experiência nessas mais ou menos 26 horas entre São Paulo e Bangkok divididas em 3 voos, tanto na ida quanto na volta.

1º trecho: Guarulhos (GRU) – Madrid (MAD)

Voo dentro do horário, poltrona razoavelmente confortável para classe economica (não achei tão apertada) e muita ansiedade e expectativa! rs

Em relação a bagagem nossa passagem dava direto à duas malas, senão me engano 23kg cada, mas não usamos. Fomos apenas com as nossas mochilas da Thule de 35 litros como bagagem de mão. O peso máximo para bagagem de mão é 10 quilos e precisa atender as especificações de tamanho.

Tivemos a felicidade de não ter mais ninguém conosco, a poltrona do corredor estava vazia. Isso faz muita diferença num voo longo! Poder esticar um pouco mais as pernas e ter transito livre quando quiser ir ao banheiro.

Foi servido um jantar, optei pela opção com carne e estava muito gostosa, já digo que gostei de todas refeições dos trecho GRU-MAD e MAD-PEK, só em BKK que foi estranho.

Para o Café da manhã teve uma opção chinesa (que era basicamente comida igual do jantar) e outra com omelete, que estava maravilhosa!

Tem tela de entretenimento, porém poucos filmes americanos, meu ultimo voo internacional foi pela United, então a diferença na quantidade e na qualidade foi gritante.

Tem muitas opções de cinema e séries asiáticas. E eles dão fone de ouvido, não precisa pedir, já estava embalado junto com as revistas e avisos de segurança do voo.

O Leo levou o Nintendo Switch (vídeo game portátil da Nintendo) para ajudar a passar o tempo:

Tem tomada para carregar celular/tablet, isso é muito bom porque são voos muito longos, se você leva algo para assistir no tablet (recomendo fortemente baixar muita coisa para ver offline na netflix e para ler no kindle) você vai precisar carregar.

Terminando esse voo você sai numa área só para conexão no aeroporto de Madrid, pega um novo cartão de embarque, passa pela segurança  e quando entra no próximo voo senta na mesma numeração de poltrona do voo anterior.

2º trecho Madrid (MAD) – Pequim (PEK)

Após duas horas de conexão no aeroporto de Madrid, que foram suficientes para esticar um pouco as pernas e tomar um café na Starbucks, estávamos de volta para a segunda parte dessa maratona.

O voo também foi tranquilo e não houve nem um minuto de atraso. Tive a impressão que os voos que vão para Pequim ou saem de lá são ainda mais caprichados na comida e no atendimento da equipe de bordo.

Teve jantar no mesmo padrão que o voo anterior, escolhi um porco ao molho barbecue que estava ótimo:

Teve um lanchinho intermediário bem simples e no final o café da manhã, mas dessa vez só haviam opções de café da manhã chinês, não havia omelete. As opções eram basicamente comida normal tipo a do jantar. Meio estranho comer isso de manhã, mas a fome falou mais alto.

Nessas dez horas de voo desse trecho meu pé inchou muito. A sorte foi que não tinha ninguém na poltrona ao lado aí consegui esticar algumas vezes para melhorar. Nesse voo o avião estava um pouco mais gelado.

Chegando em Pequim paramos para fazer o stopover de três  dias, já contamos como foi a jornada para conseguir o visto de transito no aeroporto de Pequim.

A ida foi muito mais tranquila devido a essa parada depois de vinte horas de voo, mas na volta foram todos os trechos diretos com conexões bem rápidas.

3º trecho Pequim (PEK) – Bangkok (BKK)

Retornamos ao complicado aeroporto de Pequim, localizamos o guichê da AirChina (que fica na última porta do terminal internacional) e fizemos o check in.

Passamos na imigração, tiramos foto (sim, até isso precisa!), revistaram a bagagem minuciosamente, implicam com tudo. Quase confiscaram a chave da minha casa, porque ela esta em um chaveiro que parece um canivete!

Depois é preciso pegar um trem do aeroporto para o T3 onde é feito o embarque internacional.

Esse voo por ser um “trecho rápido” (seis horas) não tinha tela de entretenimento e nem tomada para carregar celular/tablet.  Também não tinha o negocio de apoiar o pé, que tinha nos outros voos. E o avião estava bem quente.

O almoço foi péssimo, tinha uma opção que perguntei três vezes e não consegui entender o que era e a outra era “sea food” (frutos do mar).

Escolhi frutos do mar e era muito estranho! Tinha somente um camarão, identifiquei um pouco de kani. Tinha outro negócio muito estranho, parecia estrela do mar! Não consegui comer… O que salvou foi o pãozinho e as frutas.

Na volta

Foi a mesma maratona de voos só que em sequencia, com conexões de no máximo duas horas.

Dessa vez usei uma meia de compressão própria para voos longos que comprei no Duty Free de Siem Reap (Camboja). Ajudou muito! Minha perna incha com facilidade, com tantas horas de voo existe um risco real de trombose, sempre tomem esses cuidados em voos longos.

Houve uma turbulência extremamente sinistra no trecho entre Pequim e Madrid, sem brincadeira, durou quase uma hora e meia, ficamos com muito medo, era muito forte e não tinha fim… Mas sobrevivemos graças a Deus!

Fiquei muito tensa com medo de atrasos porque as conexões eram apertadas e o Leo precisava trabalhar no dia seguinte da nossa chegada. Se atrasasse um voo poderia atrasar pelo menos um dia na nossa jornada.

Nossa rota de 26 horas para voltar ao Brasil

Mas deu tudo certo! Ufa! Só fiquei aliviada quando embarcamos no voo Madrid – São Paulo, onde nada mais poderia dar errado em relação a atrasos tensos.

Dessa vez não tivemos a sorte da poltrona do corredor estar vazia, teve um chinês conosco nos dois voos de dez horas. E ele falava português e era muito legal! Conversar com ele ajudou a passar o tempo.

No geral nossa experiência com a AirChina foi muito positiva, não houve atrasos e nenhum problema relevante. O preço da passagem deles nesses trechos são muito atraentes e valeram muito a pena para nós.


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Juliana Almeida Rioshttps://junypelomundo.com.br/
Viajante, Administradora, Aspirante à Mochileira, Sonhadora, Bookaholic. Adora planejar uma viagem, seja para a cidade vizinha ou para o outro lado do mundo. Ama conhecer novas culturas e contar as suas aventuras. E prefere ser chamada de Juny.

14 COMENTÁRIOS

  1. Olá Juliana!! Vcs compraram a passagem Brasil/Thailandia? A opção do stopover em pequim houve custo adicional? e como adicionar essa opção na hora da compra? Obrigado!!

    • Eu paguei por volta de 3.600,00 na passagem SP -> Pequim (stopover) -> Bangkok -> SP, teve conexão me Madrid na ida e em Madrid e Pequim na volta. Valeu a pena pra gente porque ir na China era parte do plano, tinham passagens para Tailândia por outras rotas um pouco mais barato.

  2. Oi Juny, tudo bem?
    Comprei um voo SP Pequim, que na volta também para em Madri, e estou querendo desembarcar e ficar por lá. Tem como sair do aeroporto na hora da conexão?
    Obrigada!
    Julia

    • Você quer parar em Madrid? Depende de quantas horas for a conexão. Tenha em mente que o aeroporto de Madrid é um dos maiores e mais movimentados da Europa, então precisa de tempo para passar na imigração e chegar no portão de embarque. Eu sairia somente se a conexão fosse de pelo menos umas 8 horas, para não correr o risco de perder o próximo voo.

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