Início Ásia Crônicas da Ásia: Camboja, um paradoxo de sensações

Crônicas da Ásia: Camboja, um paradoxo de sensações

Refleti bastante sobre esse texto, como explicar um paradoxo entre felicidade e tristeza que enfrentei ao visitar o Camboja?

Paradoxo de estar feliz por conhecer mais uma parte do mundo e o seu povo tão cheio de alegria e humildade, mas também se sentir incomodado e melancólico por descobrir a miséria que infelizmente define a nação.

Confesso que a ideia de conhecer o Camboja não partiu de mim, partiu da Juny. Não tinha refletido na época o quanto iria me tirar da zona de conforto e me fazer refletir sobre ambições e felicidade.

O Camboja é um pais lindo, suas paisagens verdes e ancestrais, contrastam com um povo sofrido, humilde, cheio de força de vontade para trabalhar e produzir, mas com dificuldades gigantescas de seguir em frente no pós guerra.

As suas crianças nos recebem sempre com um sorriso no rosto, acenando com as mãos e nos fazendo esquecer um pouco da situação que vemos.

O Camboja vive em um desafio constante.

Sua amarga história recente conta com o término de uma ditadura socialista responsável pela morte de milhões de pessoas em campos de concentração.

Também o aumento da pobreza, fome, miséria, deixando o país até hoje dentre as piores nações com índice de desenvolvimento humano (IDH), segundo a ONU.

A resistência do cambojano…

Com o advento da globalização, crescimento turístico e explosão de acesso a informações, o seu povo aprendeu a buscar conhecimento independente das suas dificuldades e classe social.

Conheci vários guias turísticos que aprenderam a se comunicar a nível avançado de uma língua ocidental, sem ao menos ter tido anteriormente um contato pessoal com algum nativo desse idioma, estudando por conta própria com pouco material.

No curto espaço de tempo que tive lá, tive informações que o reinado do Camboja (sim, é um império com um parlamento), não é conectado com o povo,  há um alto índice de corrupção interna.

Quase não há oposição política ou otimismo para mudança do rumo governamental. Contudo, o cambojano continua sempre com a sua batalha diária.

Vale conhecer e muito!

Sim, o Camboja é um país que vale a pena conhecer, pois nos mostra uma mistura de sensações que não esperava sentir em uma viagem.

Seu custo de vida baixo proporciona a fomentação do turismo, o seu povo nos recepciona de forma acalorada, você se sente feliz e ao mesmo tempo tocado, e de certa forma incomodado, por essa situação singular que o país vive.

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Leonardo Rios
Fotógrafo, Gamer, Esportista, Marido, Administrador. Adora esportes radicais como trekking, caiaque, rapel, rafting e escaladas. Gosta de estar em contato com a natureza, mas não abre mão da tecnologia.

5 COMENTÁRIOS

  1. Quem quiser saber mais sobre a ditadura genocida do Khmer Vermelho no Camboja (de 1975 a 1979), assista ao ótimo filme “Os Gritos do Silêncio” (“The Killing Fields”) – e olhem que o que se vê lá ainda foi muito suavizado em comparação com os horrores da vida real! Ninguém teria estômago para assistir se fosse um filme realista. É impossível saber exatamente quantas pessoas esse regime literalmente insano matou nesse período (até os nazistas ficariam horrorizados com a insanidade deles!), fosse por execuções ou simplesmente de fome e doenças, mas as estimativas vão de 1,5 a 2 milhões de pessoas, o que pela cifra maior dá quase um quarto da população do país na época! De toda forma, se você não chorar na cena final do filme, você é um monstro!

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