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Quadriciclo em Siem Reap (Camboja): aventura, paisagens e reflexão

Em nossa viagem pela Ásia nos deparamos com a possibilidade de fazer um passeio de quadriciclo pela zona rural de Siem Reap no Camboja.

Essa aventura virou a segunda coisa mais importante na nossa viagem ao Camboja, ficando atrás somente da visita aos templos do complexo de Angkor Wat.

Já andamos de quadriciclo anteriormente, pelas dunas e praias de Natal-RN, conforme já contamos aqui no blog e foi uma experiência incrível.

Para planejar esse passeio a primeira etapa foi pesquisar as empresas. Tem várias que oferecem o quadriciclo, mas lendo as criticas chegamos a conclusão que o melhor custo beneficio e qualidade dos equipamento era da empresa “Cambodia Quad Bike”.

Conseguimos um cupom de desconto na fanpage do facebook deles, que ajudou no preço, já que o pagamento era em dólar. O passeio de 3h com o cupom de 20% ficou em 60 dólares por pessoa na época.

Geralmente quando é um casal, aluga-se somente um quad e geralmente a mulher vai de carona (paga-se um pequeno valor adicional por isso). Mas não somos um casal normal! rs … Eu sou a louca do quad não ia me contentar em somente assistir ou dirigir um trecho pequeno.

Antes de começar o passeio tem um pequeno treinamento ensinando como funciona o equipamento. Dispensaram o Leo do treinamento quando ele disse que havia andado uma vez.

Mas pediram para que eu fizesse, mesmo dizendo que já dirigi quad e que dirijo carro diariamente. Logo na primeira volta o instrutor ficou impressionado e viu que eu estava falando a verdade. Homens de pouca fé…. rs

O passeio é nos campos de trigo e arroz na zona rural de Siem Reap. A maior parte é em estradas de terra e tem trechos com lama.

Se sujar faz parte dessa aventura. E se tiver chuva, fica ainda mais legal! Pegamos um pouco de chuva no trecho final, foi bom para lavar um pouco a poeira.

E por falar em poeira, é o que mais tem devido as estradas de terra. Para isso eles fornecem uma mascara cirúrgica. Meu capacete tinha um visor de plástico que era só baixar que ajudava com a poeira. O do Leo não tinha, então ele usou o óculos escuro e a a mascara.

Eles tem capacete com adaptador para acoplar a gopro. O Leo foi o passeio todo filmando com ela no capacete.

Quando passamos pelos trechos onde tem casas e pequenas fazendas, vimos algumas crianças pequenas. Elas ficavam muito felizes quando viam o quadriciclo passando, vinham na beira da estrada, ficavam acenando e sorrindo.

Tanto essas crianças, quanto os moradores locais que vimos no trajeto, vivem com muito pouco, uma situação de muito pobreza. Mas todos tinham um sorriso no rosto.

A impressão que tivemos é que o povo do Camboja tem uma vida muito dura, se dedica muito ao trabalho, vive com pouco, mas apesar de tudo, tem sempre um sorriso no rosto, vive com alegria.

É claro que desejo que, no decorrer dos anos as condições da economia e da população possam melhorar, eles merecem uma vida melhor, ter acesso a condições de vida melhores.

Mas tudo isso nos leva a refletir como as vezes ficamos tristes por querer algo que não temos acesso, muitas vezes algo bobo, supérfluo, em meio a tudo que já temos, enquanto existem tantas pessoas no mundo vivendo com tão pouco e ainda sim levando a viva com alegria, dentro do possível.

E toda essa reflexão sobre a vida é possível num passeio de 3h de quadriciclo. É muito mais que uma aventura, é um aprendizado sobre a cultura e o comportamento das pessoas.

A primeira parada do passeio é em um templo budista na região. Nessa parada apareceu uma criança, uma menina e me deu uma flor, tirou uma foto conosco.

Achei muito fofo, mas depois o Leo me contou uma parte que não vi. Quando estávamos saindo, ela acenou para ele com um gesto solicitando dinheiro! Provavelmente ela faz isso quando vê turistas, eles geralmente devem dar dinheiro e ela deve fazer isso instruída pela família.

Fiquei triste depois pensando no ocorrido. As demais crianças que encontramos pelo caminho não pediram dinheiro, foi só esse caso.

A segunda parada foi em um templo de centenas de anos em ruínas no meio do mato. Nesse momento, pela primeira vez nessa viagem, me senti Lara Croft desvendando um mistério nas ruínas na floresta do Camboja.

Só iríamos em Angkor Wat no dia seguinte, então esse momento foi uma prévia desse sentimento de aventura.

O local é impressionante, as ruínas se misturam com a vegetação, e é claro, cheio de teias de aranha (morro de medo de aranhas!), mas o sentimento de aventura fala mais alto.

O guia falava muito bem inglês e explicou um pouco sobre a história do local. O acesso para essa templo é dificil, então só quem faz passeio de quad visita o lugar.

A terceira parada foi perto de um lago, para tirar fotos lindas e apreciar a natureza. Nessa hora já estava chegando perto do por do sol.

Em alguns trechos passados por uma rodovia com alguns carros. Passamos também por lugares com algumas vacas e cavalos.

Na quarta parada foi no meio do campo, perto das plantações, para finalmente ver o por do sol. Apreciar e tirar fotos. Também conversamos bastante com o guia, foi uma parada mais demorada.

Ele nos contou com não tem nem ideia de onde fica o Brasil, mas imagina que seja muito distante. Disse também que o sonho dele era visitar outro país, que tinha ouvido falar que a Tailândia era um lugar muito bonito, mas não sabia se conseguiria viajar para lá um dia.

Detalhe que os países são vizinhos e o acesso é relativamente fácil. Mas o problema é a falta de dinheiro, as pessoas recebem salários muito baixos no Camboja.

Contamos que temos um blog de viagens, mas ele não sabia o que era um blog, não tem muita familiaridade e acesso à internet.

Após essa parada, choveu um pouco no caminho de volta para o galpão da empresa do Quadriciclo.

Chegando lá havia um lugar para lavarmos a bota e jogar a agua para tirar a poeira do corpo, tinha banheiro e nos ofereceram garrafinhas de água.

É importante citar que estava incluso transfer de ida e volta para o hotel no tuk tuk. Na volta começou a chover muito forte (o tuk tuk é todo aberto) e o transito estava caótico. Foi uma outra grande aventura conseguir voltar para o hotel! rs

E esse foi o nosso incrível passeio de quadriciclo por Siem Reap. Muito mais que uma aventura para tirar boas fotos, um aprendizado para a vida.


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Juliana Almeida Rioshttps://junypelomundo.com.br/
Viajante, Administradora, Aspirante à Mochileira, Sonhadora, Bookaholic. Adora planejar uma viagem, seja para a cidade vizinha ou para o outro lado do mundo. Ama conhecer novas culturas e contar as suas aventuras. E prefere ser chamada de Juny.

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