Início America A emoção de saltar de paraquedas em North Shore (Oahu, Hawaii)

A emoção de saltar de paraquedas em North Shore (Oahu, Hawaii)

Há um tempo atrás eu escrevi um post chamado “30 coisas para fazer antes dos 30” e um dos itens, naquela longa lista, meio com cara de impossível, era “saltar de paraquedas”.

Aquela Juliana que escreveu aquela lista era outra pessoa, colocou esse item para dar um pitada de emoção, ela ainda não estava pronta para isso e tantas coisas que vieram depois.

E o tempo passou, completei meus 30 anos e aquela pendência ficou guardada num cantinho, parecia algo que eu deixaria para trás, mesmo depois que realmente passei a gostar de me aventurar por ai.

O plano sempre foi, se um dia isso realmente acontecesse, saltar de paraquedas em Boituva-SP, já tinha pesquisado as empresas, os preços, grupos que saiam da minha cidade de ônibus para isso, tinha tudo planejado e nunca colocava em prática. Sempre “deixava para a próxima vez”.

Até que no inicio desse ano conseguimos juntar uma quantidade considerável de milhas que dava um leque de opções para a viagem desse ano. Poderíamos ir para Madri, Miami, Toronto, Costa Rica, Joanesburgo (novamente) e Hawaii…

Quando teríamos a oportunidade ir para o HAWAII usando apenas milhas? Nunca vi nenhuma promoção de passagem para lá! Então não tivemos dúvidas que essa era a hora de realizar o sonho de conhecer esse paraíso.

E pesquisando sobre coisas interessantes para fazer no Hawaii me deparei com a possibilidade de saltar de paraquedas em Oahu (a ilha principal), na região do North Shore.

Vi um vídeo e meu coração bateu mais forte, não poderia deixar escapar essa chance. Saltar de paraquedas em um dos lugares mais lindos do mundo! Era mais do que apenas o salto, havia todo um contexto.

Skydive Hawaii

Pesquisei as empresas, li todas as reviews do Tripadvisor e fiquei na dúvida. Uma era um pouco mais barata e menos conhecida que a outra.

Quando me deparei com uma noticia sobre um acidente que houve vítimas (em Julho de 2019 no Hawaii) num salto de paraquedas de uma empresa barata e menos conhecida fiquei preocupada e decidi investir na mais tradicional (e um pouco mais cara): Skydive Hawaii.

Com o dólar passando dos 4 reais não era um sonho barato, mas me planejei e trabalhei muito para poder realiza-lo. O salto apenas é um valor, foto e vídeo custam valores separados, igualmente caros. Mas não tem como não registrar uma experiência como essa né?

Fiz a pré reserva pelo site, pagando 50 dólares antecipado para ter desconto no salto.

Reservei e ignorei o fato até o dia que ele aconteceria, não queria ficar ainda mais ansiosa, com medo e possibilidade de desistir.

O Leo sempre foi contra porque achava algo extremamente perigoso e não tinha coragem de ir junto, mas respeitou a minha decisão. Ele optou por outra atividade radical, mas se você não viu o que houve nos nossos stories do instagram (ainda tem lá nos destaques), isso será assunto para outro dia.

No dia do salto cheguei cedo, assisti a todos os vídeos de segurança, preenchi uns 17 termos de responsabilidade (sério!) se algo desse errado tinha concordado e me responsabilizado com várias coisas que nem quis ler, melhor nem saber! rs

Os instrutores foram chamando o nome das pessoas que iam saltar para se apresentar e colocar os equipamentos. E quando chegou a minha vez, claro que foi o cara mais louco do rolê, o que eu tinha olhado e pensado “tomara que não seja ele” kkkkkkk

Colocamos os equipamentos e o meu instrutor deixou bem frouxo no ombro, fiquei preocupada e ele disse que era porque tinha belos ombros largos, que estava tudo certo…. Oh god.

Perguntei também o que deveria fazer quando fôssemos aterrissar e ele disse que não era hora para essa conversa, se o paraquedas funcionasse, ele daria as instruções lá em cima! rs

Em Boituva vi que todos os lugares dão um macacão para você usar, lá o negocio é roots, é com a roupa que você estiver usando. Optei por blusa UV de manga longa, calça de academia e bota de trilha e foram escolhas bem acertadas.

Subimos por ultimo no avião, o que significa que seriamos os primeiros a saltar, não havia espaço para  medo e ansiedade.

O avião voava de porta aberta, não tinha ideia que isso era possível. Quando nos aproximamos do local do salto, ai sim, meu instrutor apertou o equipamento corretamente e ficou firme, ufaaaa! Fato é que me enganei a respeito dele, apesar de parecer muito louco, ele fez tudo direitinho! rs

Nesse momento eu apenas olhava aquela vista maravilhosa, de um dos lugares mais lindos do mundo e pensava “Se eu morrer aqui, tudo valeu a pena. É um dos lugares mais lindos que já vi na minha vida”.

E esse pensamento me deu paz e com isso não houve mais espaço para medo e preocupação, estava vivendo o momento como se estivesse vendo um filme.

O salto foi muito rápido, apenas nos levantamos e se jogamos. E nesse momento o tempo parou. Para controlar a respiração o instrutor havia me dito que era bom gritar, e eu gritei muito.

Exorcizei nesses gritos todos os medos e inseguranças que estavam comigo durante todos esses anos. Disse para o Leo que não iria no mergulho com ele porque não sei nadar, mas que naquele dia eu aprenderia a voar… E eu voei…

Vendo as fotos o Leo se admirou que em todos os momentos eu sorri, não tem nenhuma careta, nenhum medo no meu rosto, eu realmente transparecia a emoção de estar aproveitando aquele momento.

E depois que o paraquedas foi acionado começou o “voo modo cruzeiro”, apenas flutuando por aquele mar, aquela praia e aquelas montanhas. Foram poucos minutos que para mim duraram o suficiente para me lembrar por toda a vida.

Controlei um pouco a direção do paraquedas e depois pedi para o instrutor voltar ao comando, disse que queria ser passageira daquele voo e aproveitar aquela paisagem. Para dar emoção ele fez várias manobras virando a gente por todo lado, dando um friozinho na barriga.

Durante todo o voo, só pensei em uma música que poderia ser trilha sonora daquilo tudo: Born to be Wild (Steppenwolf) e no vídeo que editei para os stories do instagram ela caiu como uma luva (esta tudo lá nos destaques, ainda dá tempo de ver e tirar as suas próprias conclusões).

E quando chegamos ao solo, a aterrissagem foi suave e rápida. Me senti forte e vitoriosa, conheço pouquíssimas pessoas que já tiveram coragem de fazer isso e nenhuma foi no lugar mais lindo de toda a galáxia. rs

Deu aquele sentimento de confiança e que nada mais na vida poderia me limitar daqui em diante, difícil de explicar em palavras, mas sinto até hoje.

Gravei stories com olhos cheios de lágrimas no calor do momento, que só meus poucos seguidores mais fiéis devem ter visto. (deixei salvo nos destaques para quem ficou curioso)

Todo mundo deveria, pelo menos uma vez na vida, saltar de paraquedas e sentir todas essas emoções. Parece que eu nasci para viver aquele momento e que a minha vida não seria completa sem essa experiência.

Sai dali pronta para dominar o mundo, mas, a vida é cheia de mistérios e uma coisa muito louca e sinistra aconteceu com o Leo, menos de uma hora depois e que mudou algumas coisas no trajeto do restante da viagem.

E esse foi o dia que eu aprendi a voar. Não posso deixar de recomendar essa experiência e a empresa Skydive Hawaii (que não me deu nenhum dólar de desconto por isso! Sério rs).

E digo, se você esta em dúvida, como eu estive por muitos anos, não pense em nada, só vai! (E depois me conta aqui como foi!)


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Juliana Almeida Rioshttps://junypelomundo.com.br/
Viajante, Administradora, Aspirante à Mochileira, Sonhadora, Bookaholic. Adora planejar uma viagem, seja para a cidade vizinha ou para o outro lado do mundo. Ama conhecer novas culturas e contar as suas aventuras. E prefere ser chamada de Juny.

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