Continuando nossa série de posts sobre as atrações do Japão.brhoje vou mostrar um pouco mais do Espaço Kazu, um complexo de gastronomia japonesa que fica no bairro da Liberdade.
Já fui várias vezes no bairro da Liberdade, mas não conhecia esse espaço e sempre ficava em dúvida sobre qual restaurante ir, pois não tinha nenhuma referencia.
O complexo é dividido em 4 locais diferentes que funcionam no mesmo endereço:
Izakaya Kazu – O restaurante
Kazu Cake – A confeitaria
Kazu Sake Empório
Meu Udon – Casa de Massas
Izakaya Kazu
Se você acha que a culinária japonesa se resume somente ao que você encontra num rodízio de sushi, está enganado! No Izakaya Kazu você vai muito além, com pratos tradicionais desconhecidos do publico brasileiro.
Além de sushis, sashimis, temakis e yakisoba, o restaurante oferece no cardápio Teppan Yakis, Teishokus e Domburis, mesmo sendo frequentadora assídua de restaurantes japoneses, muitos desses pratos eu ainda não conhecia.
Dentre tantas opções que haviam no cardápio foi bem dificil escolher. Ao mesmo tempo que queria experimentar algo diferente, também fiquei fascinada pela parte dos sushis.
Por fim optei pelo “Salmão-Don”, um prato com sashimi de salmão, arroz e outros ingredientes, é um domburi, algo próximo do conceito de um “poke“. E foi uma escolha bem acertada, estava uma delicia!
Como estávamos num grupo repleto de blogueiros, cada prato que chegava passava por uma sessão de fotos para o Instagram antes de ser saboreado! rs
Foto por Ester – Blog Mapa na Mão
Cada blogueiro escolheu um prato diferente, era um mais apetitoso que o outro, dá vontade ir várias vezes no restaurante experimentar um diferente, pena que não moro em São Paulo! Olha só algumas das opções:
E em março fui novamente à São Paulo e consegui passar no Espaço Kazu para experimentar esse delicioso temaki de salmão:
Kazu Cake
A confeitaria é especializada em doces tradicionais japoneses, a maioria deles eu nunca tinha visto, são um pouco diferentes dos nossos.
Os doces japoneses contém menos açúcar que os brasileiros, tem um sabor mais suave.
Confesso que gostei muito principalmente por isso, pois depois que comecei a reeducação alimentarcortei grande parte do açúcar da minha dieta e quando como algo bem doce estranho muito, meu paladar mudou.
Além de saborosos, os doces são muito bem decorados, esses pudins de coelhinhos são uma graça:
Optei por um Choux Cream (versão japonesa do profiterole) com morangos, ele é feito com uma massa açucarada recheada com creme, sabor suave e bem gostoso. Aprovadíssimo!
Meu Udon
O Meu Udon é o restaurante do complexo especializado em massas japonesas preparadas na hora. Não deu tempo de conhece-lo, vai ficar para a próxima visita.
Agradecemos ao Espaco Kazu por ter nos recebido e nos apresentado todos os sabores e características tradicionais da culinária japonesa, que vai muito além do sushi.
Espaço Kazu
Endereço: R. Thomaz Gonzaga, 84/90 – Liberdade, São Paulo-SP
Horário de Funcionamento: Das 11:00–15:30 / 18:00–22:30
Hoje vou mostrar um roteiro de 4 dias em Cape Town (África do Sul), com o que fazer, onde comer e se hospedar.
Não me canso de escrever sobre a África do Sul, a viagem que me transformou e que eu nunca voltei. Foram 20 dias de viagem, primeiro pela região de Joanesburgo, depois a Garden Route e o grand finale foi Cape Town.
Cape Town tem atrações suficientes para uma viagem inteira, recomendo que você destine pelo menos 4 dias inteiros para conseguir ver o básico. Se tiver mais tempo, melhor ainda, para aproveitar tudo com calma e ver outras atrações, além do óbvio.
Não posso deixar de falar da necessidade de contratar seguro viagem numa viagem para a África do Sul, afinal ninguém está livre de imprevistos numa viagem internacional e as despesas médicas podem ter valores exorbitantes.
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Melhor época para ir
As condições climáticas são sempre boas, não existe uma época certa para ir. Em dezembro e janeiro são os meses mais lotados. Em julho pode ser bem frio e ventar bastante, principalmente no alto da Table Mountain.
Fomos em outubro (primavera) e o clima estava ótimo! Não pegamos nenhum dia de chuva e até fazia um friozinho no final da tarde. O sol e o calor estavam bem leves e suportáveis.
Transporte
Percorremos a rota toda de carro. Alugamos pelo site Rent Cars (faça a sua cotação) na locadora Hertz. A vantagem desse site é poder parcelar em até 12x no cartão e não cobrar o IOF.
Pegamos o carro no aeroporto de Port Elizabeth erolou até um upgrade grátis. Devolvemos no aeroporto de Cape Town.
Existe uma taxa extra em todas as locadoras de carros quando você aluga o carro num lugar e devolve em outro. Se você tem curiosidade para ver as estradas da rota, fiz um post com várias fotos do trajeto.
Tenha em mente que terá que dirigir na mão inglesa, dê uma treinada pela cidade antes de encarar as rodovias. Não é difícil, mas tem que ter muita atenção principalmente nos cruzamentos.
Um carro automático também é uma boa pedida. Alugamos um Corolla automático e o preço da RentCars foi realmente barato, em vista dos preços de aluguel de carro no Brasil.
Se o seu cartão de crédito não oferecer entre os seus benefícios seguro para o carro alugado (bandeiras platinum e black geralmente tem), é importante contratar também junto com o aluguel.
Cabo da Boa Esperança (Cape of Good Hope) é conhecido popularmente como o ponto mais ao sul da África, local onde as caravelas portuguesas, de exploradores como Vasco da Game e do Bartolomeu Dias, faziam uma parada quando estavam viajando para a Índia e na época o chamavam de “Cabo das Tormentas“.
Um dos lugares mais legais que conhecemos na África do Sul foi a praia “Boulders Beach”, na cidade de Simon’s Town, próximo à Cape Town, no caminho do Cabo da Boa Esperança.
Os pinguins são muitos, de todo jeito, eles estão nadando, andando, descansando na areia, é um verdadeiro Discovery Channel ao vivo, muito lindo ver a natureza tão de perto. Uma overdose de fofura!
Não é à toa que a Table Mountain é uma das 7 maravilhas do mundo, não é preciso explicar muita coisa, essa vista já justifica a importância de visitá-la.
Além de apreciar a vista de toda Cape Town que renderá fotos ótimas, lá em cima tem restaurante (tem comida por kilo, lanches e snacks), lojinha (souvenirs!!!), mirante e banheiro.
Também há a vegetação própria do local e alguns animaizinhos (tipo uns furões, imagem aqui, porém nada de achar bonitinho e se aproximar, eles são selvagens e podem morder).
O Jardim Botânico Kirstenbosch cumpre o seu papel com as mais diversas espécies de plantas e flores, algumas que não existem aqui na América do Sul e que pudemos ver pela primeira vez lá.
Um dos lugares mais conhecidos é a “Centenary Tree Canopy Walkway” que é uma passarela alta em meio à copa das árvores centenárias, é um lugar único e belíssimo.
O Áquerio Two Oceans fica dentro do complexo do waterfront e conta com espécies dos oceanos atlântico e indico.
Eu acho interessante ver a vida marinha, principalmente em outros países, pois temos a oportunidade de ver espécies exóticas que nunca tivemos contato e muitas vezes nem ouvimos falar.
O V&A Waterfront é um belo complexo de entretenimento à beira mar. Nele tem diversos restaurantes, pequenas lojas, grandes shoppings, eventos e atrações turísticas.
Primeiramente saiba que embora as praias de Cape Town sejam banhadas pelo Oceano Atlântico, essa parte do oceano tem as águas muito geladas, é bem diferente do Brasil, tão gelada quanto as de uma cachoeira. As praias com água mais quentinha ficam no litoral da África do Sul banhado pelo Oceano Indico, cidades como Jeffreys Bay e Durban por exemplo.
Dentre as diversas praias de Cape Town, escolhemos ir na Clifton Beach. A estrutura é diferente das praias brasileiras, o máximo que conseguimos foi alugar um guarda-sol e comprar um sorvete.
Um dos maiores shoppings da cidade, boa opção para passear, compras e gastronomia. Quando fomos estava tendo uma feira de games com vários video games disponiveis para jogar os lançamentos de Playstation 4 e Xbox One.
Também tinha, pelo menos na época, uma loja de brinquedos da Toys R Us, a mesma da Times Square de Nova York!
Safári
Eu optei por fazer o safari em Pilanesberg, que fica há 200km de Joanesburgo e é uma das reservas mais completas fora da região do Kruger National Park.
Mas se você vai só para Cape Town, existem duas opções de reservas para fazer safáris próximas da cidade, o Aquila e o Inverdoorn. Se você estiver com carro alugado pode ir direto e contratar o safari na reserva escolhida.
Também é possivel contratar um tour com translado a partir de Cape Town e o safári já inclusos nos links abaixo:
A África de Sul é famosa pelas suas vinícolas e a qualidade dos diferentes tipos de uvas cultivados na região próxima à Cape Town.
Em Cape Town
Dentro da cidade é possivel visitar a famosa vinícola Groot Constantia, ela tem o acesso mais fácil, fica há 18km do centro.
Essa infelizmente eu não consegui visitar porque tive alguns imprevistos no roteiro, mas para todos que já foram ela figura entre as favoritas.
GROOT CONSTANTIA | Historical Wine Estate
Endereço: Groot Constantia Rd, Constantia, Cape Town, 7806, África do Sul
Foto por www.grootconstantia.co.za
Nos arredores
Tem 3 cidades famosas por suas vinícolas nos arredores de Cape Town: Stellenbosch, Paarl e Franschhoek, em todas é possivel fazer bate-volta ou contratar tours.
Endereço: Tokara Wine Estate, Helshoogte Rd, Stellenbosch
Vinícola maravilhosa com degustação de vinhos e azeites. Quando fomos (2015) as degustações eram gratuitas! Tem um restaurante no local, mas infelizmente não abria na segunda feira. Informações aqui
Warwick Wine Estate
Endereço: R44, Stellenbosch
Outra vinícola maravilhosa! Nessa a degustação foi paga porque pedimos para acompanhar pães, patês e uma tábua de frios. Também é possível comprar uma cesta de piquenique, mas precisa reservar antes, quando chegamos não tinha mais. A paisagem é maravilhosa! Informações aqui
Paarl (fica há 60km de Cape Town)
Fairview Wine and Cheese
Endereço: Suid-Agter-Paarl Rd, Suider-Paar
Parada obrigatória! Degustação de vinhos e queijos, não lembro bem o preço que pagamos mas era bem barato, algo em torno de 10 reais! Tinha um queijo com cranberry dentro maravilhoso, até hoje me lembro do sabor!
Atrações nos arredores
Se você tiver pelo menos 10 dias no seu roteiro, deve considerar esticar a viagem pela “Garden Route” e explorar outras atrações nos arredores.
Cape Town conta com restaurantes maravilhosos, sejam os mais chiques no waterfront ou as comidinhas deliciosas do V&A Food Market. Também há boas opções na Longstreet. Abaixo duas opções que foram as nossas favoritas na cidade:
O restaurante fica bem no meio da Longstreet no centro da cidade, é o melhor lugar para experimentar comidas exóticas: carnes de crocodilo, kudu, springboks e avestruz!
De todos que visitei o que mais gostei foi o Sevruga Restaurant. O restaurante tem um ambiente bem sofisticado, mas o preços são acessíveis. Aliais achei os preços dos restaurantes da África do Sul, em geral, bem justos.
Na época havia uma promoção: pedidos feitos até as 18h30 tem sushi pela metade do preço e double drink! (vale a pena conferir se ainda está válida)
Festival de Música
Imagem: Facebook do Kirstenbosch Summer Sunset Concerts
Todo ano tem um festival de música no Jardim Botânico Kirstenbosch durante o verão (De Novembro à Abril). Os estilos músicas são bem variados e o cenário com vista para a Table Mountain dá um toque especial.
O cartão Cape Town Flexi Attractions Pass é um passe que lhe permitirá ter acesso gratuito às principais atrações da Cidade do Cabo. Você escolhe a quantidade de atrações que deseja visitar e, além disso, economiza durante sua estadia na cidade sul-africana.
Para utilizar basta apresentar o voucher que você poderá imprimir ou levar no celular no dia da atividade.
Se você já quer chegar com internet garantida para usar durante a viagem e principalmente para usar o GPS enquanto dirige recomendo os chips internacionais da Easysim4u, confira os planos.
Também é possível adquirir o chip de uma operadora local com pacote de dados em um shopping ou no próprio aeroporto, as principais operadoras do país são: Vodacom, MTN e Cell C.
Dúvidas? Grupo no Facebook!
Como esse post esta sendo bem acessado e muitas pessoas comentam ou mandam emails com dúvidas, criei um grupo no Facebook para que todos possam se ajudar com dicas, dúvidas e recomendações, acesse nesse link.
Uma das coisas que eu mais estava ansiosa quando fui para Paris era ter contato com a culinária francesa.
Por mais que já tenha ido em bistrôs no Brasil e em outros países, é diferente experimentar a culinária típica no seu país de origem. Para uma melhor imersão inclusive optamos por fazer uma aula de culinária na escola Cook’n With Class.
No primeiro dia em Paris depois de andar muito pela região próxima do Louvre e ir ao Museu Orangerie, precisávamos parar para almoçar rapidamente pois a tarde tínhamos horário marcado na Torre Eiffel.
O escargot
Nessa parada encontramos ao acaso uma padaria/restaurante onde enfim tivemos o nosso primeiro contato com a gastronomia francesa.
Iríamos escolher opções bem simples do cardápio, mas a garçonete romena, muito simpática que nos atendeu, fez um desafio: uma entrada com escargot!
Não fui para França com intenção nenhuma de experimentar essa iguaria culinária que tanto divide opiniões. Mas ela foi muito persuasiva, nos falou que era delicioso, que não poderíamos visitar o pais sem experimentar.
E ainda sobre o argumento que “não sabíamos como manusear os talheres especiais que se usa para segurar a concha e tirar o escargot” ela disse que nos faria um tutorial ensinando tudo. Depois disso só nos restou aceitar o desafio e encarar essa experiência.
Confesso que após aquele momento de nojinho quando você vai experimentar algo que não faz ideia do gosto e da textura, quebrando esse paradigma, o escargot é de fato muito bom!
Nossa entrada era escargot com molho pesto e a combinação com esse molho estava uma delicia!
Para tentar explicar, o escargot tem a textura parecida com a de uma ostra, mas é servido quente. E o sabor contrasta bem com o molho pesto e o pão.
Resumindo escargot em poucas palavras: Viscoso, mas gostoso! rs
Esse prato é uma entrada bem comum na maioria dos restaurantes franceses, então é bem fácil de encontrar se você quiser se aventurar também. Quando voltar à Paris quero experimentar alguma variação desse prato, com outro tipo de molho.
E para finalizar nosso almoço, cada um escolheu um prato principal com carne. O meu tinha uma batata com molho de gorgonzola muito gostosa. O do Leo tinha um nome bem chique no cardápio, mas era apenas carne de panela com legumes e batatas! rs
E como o tempo estava curto para ir à Torre Eiffel e eu já estava abusando muito dos waffles com nutella na viagem toda, me esforcei para resistir à todos esses doces franceses!
Foi uma pena não ter anotado o nome da garçonete romena, pois fomos muito bem atendidos por ela e ela ainda fez toda essa introdução ao escargot que foi muito interessante.
Quando for à Paris, tente sair da sua zona de conforto e se aventure nas iguarias gastronômicas que os franceses tem à oferecer!
Eu nunca tinha viajado sozinha para outro país, minha primeira experiência foi na minha Eurotripcom stopover em Nova York. Foram 8 dias de viagem solo antes de encontrar com o Leo para seguirmos a viagem juntos.
Ao mesmo tempo que dá uma sensação de liberdade absoluta ao poder decidir todos os caminhos, também bate aquele medo de não ter alguém para te ajudar numa situação de perigo.
Nova York, eu já conhecia então, foi uma viagem bem tranquila, eu já sabia onde ir e como chegar nos lugares. Mesmo estando sozinha aquele sentimento de familiaridade do lugar, as lembranças do que já vivi lá, ajudaram muito para me sentir segura de todas as formas.
A Bélgica era um país novo, a porta de entrada da União Europeia e eu não sabia o que esperar. E assim que cheguei percebi que muita gente não falava inglês e que eu não entendo muita coisa em francês.
Mas mesmo com essa aparente dificuldade do idioma Bruxelasme acolheu muito bem, eu fiquei maravilhada caminhando por suas ruelas descobrindo cada pedacinho dessa cidade. O povo muito educado, se fazendo entender, não importando o idioma.
Lost in Brussels
Não estava sabendo usar o google maps para andar à pé e me perdi diversas vezes. Numa dessas eu encontrei o “Parc de Bruxelles”, um parque simples e pacato próximo ao centro da cidade.
Não é um parque gigante e memorável como Central Park ou Hyde Park, mas envolto na atmosfera de descobertas e na emoção de conhecer um novo país sozinha, acabou se tornando especial para mim. Talvez essa simplicidade e falta de pretensão do parque, tenham me seduzido.
Ao se perder nesse parque acabei encontrando um novo caminho.
O parque é frequentado pelos moradores locais que passam por ele nos seus trajetos do dia a dia, caminham ou simplesmente ficam nos seus bancos lendo, relaxando, apreciando a natureza. Haviam algumas estátuas e na parte central tinha uma fonte.
Ao me perder nesse parque tive um momento para refletir sobre tudo que estava vivendo nessa viagem, nas doses de coragem e medo que passei, no quanto era incrível essa independência. Viajar sozinha te deixa mais forte, mais preparada, é uma oportunidade de autoconhecimento.
Toda a minha insegurança antes da viagem passou, percebi que eu consigo me virar, não importa onde, não importa o idioma, consigo ser uma “cidadã do mundo”, como diz na tatuagem que eu carrego nas costas.
Não existem regras quando se trata de viajar, seja sozinho, acompanhado ou em grupo, o que importa são os seus sentimentos naquele momento, você é quem faz a viagem. Um destino pode ser visitado várias vezes e trazer experiências diferentes.
Lugares são apenas lugares para a maioria das pessoas, o que os tornam especiais são os sentimentos que carregamos quando os visitamos e o “Parc de Bruxelles” me encantou enquanto eu vivia meu momento “Alice no país das maravilhas” em Bruxelas.
Enquanto eu estava ali perdida, no tempo e no espaço, estive grata pela experiência de viajar sozinha em terras desconhecidas.
Tudo começou com um email misterioso que recebi para participar de um evento de blogueiros de viagens em São Paulo. Depois foram divulgadas algumas informações, mas sempre com um clima de suspense sobre “O que é o Hello Blogger?”.
Aceitei o convite e fui ao BeeW Hostel, que fica próximo da avenida Paulista, para saber mais.
Tem os mais diversos assuntos: SEO, monetização, redes sociais, marketing de conteúdo, dicas de fotografia, ebook com dicas de Pinterest, etc. Tudo que mais gera dúvidas para quem está começando ou quer se profissionalizar no ramo.
Depois de revelado o mistério do Hello Blogger, conhecemos todas as blogueiras participantes e convidadas. Algumas eu já conhecia do JapãoBR e do ERBBV, outras conheci naquele dia.
O primeiro bate papo foi com as meninas da Squidsobre o mercado dos micro-influenciadores. Também foi falado muito sobre Instagram, a rede social que divide opiniões, muito desafiadora para crescer com as constantes mudanças dos algoritmos.
Em seguida contamos com a presença da jornalista Gabriele Aguerre, que já foi diretora da revista “Viagem e Turismo”. Tivemos um bate papo interessantíssimo sobre Escrita Criativa. Um assunto tão importante para nós que vivemos da escrita e que é pouco abordado.
Fizemos um tour pelo BeeW Hostel, me surpreendi pela qualidade das instalações e a bela decoração.
Adorei a piscina de bolinhas no terraço!
Foram sorteados brindes da Viagema. Eu nunca tenha sorte nesses sorteios! rs Mas todos levaram de brinde um vaso com suculentas e esses lindos cadernos da Merci Pó de Giz.
O evento foi finalizado com um brunch oferecido pelo Hello Blogger, com tortas, lanches e espumante. Destaque para os sorvetes da Naked Sorvete Natural com diversos sabores e composições super saudáveis!
Agradeço o Hello Blogger pelo convite para o seu evento de lançamento. Se você pretende ser ou já é blogueiro de viagens recomendo acompanhar as dicas do Hello Blogger, para facilitar o seu desenvolvimento e profissionalização.
Hoje vamos mostrar um roteiro de 2 dias em Colônia (Alemanha) – O que fazer, onde comer e se hospedar.
Nossa Eurotrip durou 20 dias e a última parada foi na Alemanha. Já estamos exaustos da maratona da viagem e Colônia foi um lugar para dar uma relaxada, comendo bem e experimentando boas cervejas alemãs.
Escolhemos Colônia por ser a cidade mais próxima da rota que fizemos, chegamos através de um trem direto da empresa Thalys, vindo de Paris. Abaixo o mapa da rota da nossa viagem:
Viemos de grandes metrópoles mundiais como Londres e Paris, então Colônia, nos pareceu uma pequena cidade com clima bem agradável e bucólico.
Onde se hospedar
Foto: Booking.com
Ficamos no hotel Gir Keller Gästehaus, ele fica num lugar bem central, deu para fazer tudo a pé, era perto da estação de trem, dos museus, do Rio Reno, das pracinhas com restaurantes, do calçadão e da Catedral.
A estrutura do quarto era bem confortável, nas cidades anteriores nos hospedamos em Airbnbe Hostels, então no final reservamos um pouco mais de conforto. Os funcionários do hotel eram muito atenciosos, foi um dos únicos “early check in” que conseguimos na viagem.
Não posso deixar de falar da necessidade de contratar seguro viagem numa viagem para a Alemanha, afinal devido ao Tratado de Schengen ele é obrigatório para entrar na maioria dos países da União Europeia.
Faça a sua cotação e escolha o plano com o melhor custo beneficio com a Seguro Promo. E para os leitores do blog, basta utilizar o cupom JUNYPELOMUNDO5para ter 5% de desconto na sua compra!
Transporte
Tentei usar o Uber quando chegamos, mas em Outubro de 2017 o aplicativo ainda não funcionava na cidade.
Não gostei dos taxis, o único que pegamos quando chegamos deu varias voltas porque havia uma rua interditada e ele não conseguia chegar no nosso hotel, depois disso resolvemos que era melhor não usar mais.
Conseguimos fazer todo o roteiro e depois a volta para a estação de trem a pé, pois era tudo bem perto.
Onde Comer
De toda a nossa viagem pelos 5 países da Europa (Bélgica, Holanda, Inglaterra, França e Alemanha) as melhores comidas experimentamos em Colônia, sem dúvidas! Me apaixonei pela gastronomia alemã.
No inicio foi muito difícil entender os pratos, em alguns restaurantes só tem menu em alemão e mesmo os que tem em inglês usam termos dos nomes das comidas em alemão.
Nada que o google não ajude a descobrir os significados e ver as fotos dos pratos. Para ter internet disponível comigo o tempo todo na viagem usei um chip da Easysim4u.
Já havia comentado um pouco sobre a gastronomia no post “20 comidas para experimentar na Europa“, aqui vou detalhar um pouco mais sobre os restaurantes que vistamos na cidade.
Gilden im Zims
Almoçamos no primeiro dia no Gilden im Zims, fica em uma pracinha pertinho do hotel. Lá o cardápio era só em alemão!
De entrada pedimos um pão com tartar, de prato principal eu pedi uma salsicha alemã com batatas e salada (“Bratwust mit Bratkartoffein und Beilagensalat”):
O Leo pediu um bife a milanesa (“Wiener schnitzel”). E não pode faltar cerveja Kölsch artesanal à vontade! Foi uma boa introdução à culinária alemã.
Nesse restaurante, por ser numa área bem turística, o garçom até arriscava falar umas palavras em português e espanhol, logo percebeu que éramos brasileiros.
Peters Brauhaus
O Peters Brauhaus é um dos lugares mais badalados da cidade, sempre lotado! Conseguimos mesa porque chegamos 12h em ponto, meia hora depois já tinha fila de espera. E o povo não tem frescura, se tem lugar vago na sua mesa eles colocam outras pessoas com você! rs
De entrada pedimos esses bolinhos de queijo brie com geleia de framboesa e fatias de pão:
O prato principal foi salsicha austríaca artesanal, chucrute e purê de batata (“Ham krakow sausage with Sauerkraut and potatoes”), ganhou meu coração, eleita melhor comida da viagem ever! Uma delicia!
E a cerveja Kölsch fabricada no Peters Brauhaus é a melhor! O garçom o tempo todo passa enchendo seu copo (sem você pedir!rs)
Eiscafé Raffaello
E de depois do almoço, de frente para o catedral Kölner Dom, fizemos uma paradinha para um café e uma sobremesa. Eu escolhi um tradicional Apfelstrudel, bem alemão!
Olha a vista desse café! Apenas uma igreja gótica que começou a ser construída no ano de 1248!
E o Leo escolheu um “spaghetti neri”, um de sorvete em formato de macarrão! Muito legal! Nunca tinha visto! E é muito gostoso!
Atrações
Vou listar as principais atrações da cidade, que não podem faltar num roteiro de 1 ou 2 dias em Colônia. A cidade é pequena, os lugares ficam perto, fizemos tudo a pé.
Catedral de Colônia (Kölner Dom)
A maior Catedral da cidade, conhecida como Kölner Dom, é a principal atração de Colônia, o seu cartão postal. Difícil é conseguir fazer a catedral inteira caber na foto! rs
Ela começou a ser construída em 1248 e desde então resistiu à muitas guerras. É uma das maiores do mundo em altura, sua arquitetura gótica é um espetáculo à parte.
Museu da Fragancia – Casa Farina
O nome da cidade, Colônia, foi inspiração para o nome do perfume conhecido e famoso universalmente criado por Johann Maria Farina, a “Água de Colônia”.
A região onde está situada a cidade foi parte do Império Romano e conta com um museu repleto de relíquias e ruínas da época.
O museu fica bem próximo da praça da Catedral, se você curte história vale a pena a visita.
Passeio pelas margens do Rio Reno
É possivel passear a pé pelas margens e pelas pontes do Rio Reno, apreciando a sua vista. Fiz isso enquanto ia para o museu do chocolate.
Se você preferir também há passeios de barco que podem ser comprados na hora. Não sei se vale a pena como o passeio de barco pelos canais de Amsterdam, parece ter menos atrativos.
As casinhas coloridas
A arquitetura de Colônia é marcada pelas suas igrejas imponentes e também por suas casas coloridas, muito estilosas, que ficam nas margens do Rio Reno.
Achei uma graça, dá um ar moderno em meio à esse clima clássico da cidade, uma boa mistura.
Museu do Chocolate Lindt (Schokoladenmuseum Köln)
Visitar o museu do chocolate foi um dos pontos altos da visita à Colônia. O tour é bem completo conta desde a origem do cacau, as etapas da produção e toda a história da marca Lindt.
Quando você compra o ingresso ganha duas moedinhas de chocolate, durante o tour tem uma pequena degustação do chocolate que fica na cascata.
Tem lojinha para comprar chocolate no meio e no final do tour. Não resisti as trufas da Lindt, são uma das coisas mais gostosas que já comi na vida!
Se você for com tempo tem uma cafeteria perto da bilheteria com doces bem apetitosos.
Passeios em Colônia
É possível agendar a maioria dos passeios com antecedência pela civitatis, principalmente na alta temporada é recomendado agendar antes.
Entre as ruas Schildergasse e Herzogstraße está o centro comercial da cidade, uma espécie de “calçadão”. Tem de tudo, desde lojas de grifes até lojas mais populares. Um bom lugar para comprar roupas de frio se você não tiver levado.
Tenho que abrir meu coração e falar sobre a C&A de Colônia, foi simplesmente o lugar mais barato para fazer compras em euros que eu achei na viagem! Os casacos de frio estavam por 20 euros! Só não comprei porque não tinha mais do meu tamanho, só restavam os grandes.
Infelizmente nunca vi um casaco desses na C&A aqui no Brasil e com o preço equivalente em reais, geralmente são mais caros e com menos qualidade.
E essa foi a nossa viagem por Colônia, pudemos ter um gostinho do que é a Alemanha, mal posso esperar para voltar, conhecer outras cidades e continuar experimentando as delicias da gastronomia alemã! ❤
Em busca de novidades gastronômicas em São José dos Campos, encontramos o restaurante Oahu, o primeiro pokeshop da cidade. Embora alguns restaurantes japoneses sirvam o “poke”, esse prato é de origem havaiana.
Nessa nossa vida fitness, em busca de alimentos saudáveis e saborosos, os pokes são uma boa opção.
Ele consistem em ser uma tigela com uma proteína, salmão (cru, grelhado ou empanado), pode ser também atum, frango ou shimeji. Como base arroz ou salada, cheio de opções de acompanhamentos e molhos. Misturando tudo o resultado fica muito bom!
Da para fazer também mistura agridoces, envolvendo frutas, como por exemplo manga ou abacaxi nos acompanhamentos, ficando bem havaiano.
Além dos pokes, o restaurante serve algo tipo “burritos” só que com os recheios dos pokes, os “susshirritos“. Fomos no domingo por volta das 20h, nesse horário eles não estavam mais servindo os susshirritos.
Optamos pela opção de montar os pokes de forma personalizada, escolhi o meu assim:
Base – salada,
Proteína – salmão cru,
Mix in: manga/repolho roxo/cebola roxa,
Molho – clássico (shoyo, limão e gengibre),
Toppings – 2x cream cheese/chips de batata doce.
Do Leo a única diferença foi que ele não gosta de misturar doce com salgado, então no lugar da manga ele pegou cenoura.
Um poke nesse sistema que você monta sai por R$ 36,00, senão escolher nenhum adicional, além do que já esta incluso.
Para beber escolhemos água de coco (R$ 8,00), que foi uma boa surpresa ser natural, servida no próprio coco e com a marca do estabelecimento. Também tem açaí e sucos especiais.
O Oahu nos surpreendeu bastante, pois os pokes além de serem uma opção saudável, rápida e diferente, são muito gostosos, cada vez que formos lá dá para experimentar misturas diferentes. Ganhou uma freguesa!
Oahu Pokeshop
Endereço: Av. Cassiano Ricardo, 319, São José dos Campos – SP
Estava pesquisando há algum tempo atividades que envolvem exercícios, raciocino rápido, resistência, pois desde que mudei o meu estilo de vida não quero mais só viver em shoppings e restaurantes. Com isso encontrei um conceito de ginásio para escaladas indoor em São Paulo na Casa de Pedra.
Como vou à São Paulo frequentemente planejei essa atividade no sábado, o ginásio abre as 14h00 nesse dia. Estava hospedado em Moema, no Hotel Bourbon Convention Ibirapuera e vi que havia uma unidade da Casa de Pedra bem próxima.
Não tenho muitas fotos, pois estava sozinho (a Juny foi no Japão.br) e deixei meu celular e as minhas coisas no guarda volumes.
Escalada Boulder x Top Rope
Pensava que iria fazer atividades de escada com cordas e estava motivado para isso, porém tive uma surpresa, que no começo não me agradou muito. O ginásio da unidade Moema conta somente com o tipo de escalada chamado “boulder“.
Esse tipo de escalada consiste em paredes irregulares de até 4 metros simulando encostas de montanhas, exercitando assim o raciocínio rápido e a resistência muscular.
Existe uma outra unidade da Casa de Pedra no bairro Perdizes que é para escaladas “Top Rope”, essa sim é com o uso de cordas e conta com paredes de até 14 metros.
Foto do site da Casa de Pedra
Minha experiência
No começo fiquei um pouco decepcionado porque não fazia ideia do quão desafiador poderia ser esse tipo de escalada e confesso que essa modalidade me conquistou. Tenho certeza que voltarei novamente para continuar praticando e ir aumentando os níveis de dificuldade.
As paredes da escalada boulder no começo parecem aleatórias e sem sentido, com pedras coloridas em todos os lugares. Porém após direcionamento dos instrutores podemos notar um padrão.
As cores representam níveis de dificuldades diferentes e caminhos à serem trilhados. Nessa primeira experiência, consegui chegar até o segundo nível de dificuldade, ainda tenho muito à aprender.
Isso que é o legal nesse tipo de atividade, é altamente dinâmico, toda vez você pode trilhar um caminho diferente.
Das minhas 4 horas no ginásio pratiquei bastante e também cai muito. Para a segurança existem colchões no chão para amortecer as quedas, porém é sempre bom ter cuidado, pois podem haver leves escoriações.
Vi que o ginásio tem um frequentados regulares de todos os perfis, desde de adolescentes até senhores e senhoras com mais idade, o esporte é bem democrático.
Foto do site da Casa de Pedra
Há pacotes diversos para quem vai frequentemente, como também é possível adquirir uma diária por R$ 55,00 e alguns equipamentos também podem ser alugados. Dependendo do plano do GymPass (passe que dá acesso à diversas academias no Brasil e no mundo) que você tem, pode frequentar a Casa de Pedra usando ele.
Após 4 horas de prática sai de lá realizado em saber que há atividades tão interessantes ainda à se explorar em grandes cidades, fiquei muito motivado em retornar e explorar as escaladas aumentado o nível de dificuldade.
Também como legado dessa prática tive vários calos nas mãos, entretanto saí de lá sem nenhum arrependimento, com um sorriso no rosto, planejando a próxima visita.
Casa de Pedra – Unidade Moema
Endereço: Al. dos Guaramomis, 256 – Planalto Paulista
Quando fomos à Natal-RN um dos nossos objetivos era visitar a família do Leo, então optamos por ficar num Airbnb em Nova Parnamirim (super recomendo a casa do Eduardo!) para ficar mais próximos deles e também bem próximos da praia de Ponta Negra.
Mas o fato de não termos ficado em um hotel ou resort na Via Costeira não significa não poder usufruir de toda dessa estrutura e as suas comodidades.
Em busca de algo diferente para fazer encontramos a possibilidade de dayuse do Hotel eSuites Vila do Mar.
Pelo que percebi pouca gente conhece isso, só algumas pessoas que moram na cidade, mas turistas mesmo quase nenhum, a maioria acha que precisa se hospedar no hotel para ter acesso à estrutura.
Como funciona?
Utilizamos o dayuse no feriado do Carnaval, o preço por pessoa foi R$ 60,00 (durante a semana, em dia normal é mais barato).
Mas quer saber o melhor? Esse valor pode ser usado em crédito para consumo lá dentro! Usamos para o café da manhã no hotel e várias águas de coco.
Eu não tinha entendido muito bem esse lance do crédito, achei que era só a metade do valor pago no dayuse, mas é isso mesmo R$ 60,00 para gastar lá dentro! Acabei perdendo um pouco do crédito por ter gastado menos (não é reembolsável, se você não usar).
Não precisa reservar é só chegar e falar que vai usar o dayuse, pagar na recepção e aproveitar!
O Hotel
A estrutura do hotel é demais! Tem várias piscinas, com destaque para a que tem borda infinita com vista para a praia.
Muitas espreguiçadeiras de redes para descansar na sombra ou tomar um solzinho, enquanto saboreia uma água de coco ou um drink.
O café da manhã é maravilhoso! Muitas opções de pães, frutas, sucos, refeições quentes (ovos, bacon, etc) e você pode pedir uma tapioca feita na hora.
O Leo aproveitou para fazer um exercício, foi correr na praia. Ele está treinando para o Desafio das 28 praias que ele vai participar em abril na cidade de Ubatuba-SP. A prova é revezamento em equipe por 42 km, alguns trechos são de corrida na areia ou em trilhas.
A praia desse hotel é uma das únicas boas para banho na Via Costeira por não ser cheia de pedras. O mar estava um pouco agitado, mas mesmo assim deu para aproveitar.
O dayuse pode começar de manhã (aproveitando para tomar o café lá) e ficar até o fim da tarde, nos disseram que não tem um horário especifico para terminar, vale o bom senso.
É uma boa forma de ter um dia para curtir e relaxar num bom hotel, principalmente se você estiver hospedado em um lugar mais simples (hostel, airbnb, pousada) e quiser ter um dia com mais conforto experimentando um bom hotel da cidade.
O custo beneficio foi sensacional, antes de ir fiquei até desconfiada se era só R$ 60,00 reais mesmo, podendo usar esse valor nas refeições e bebidas lá dentro. Não sei onde entra o lucro do hotel nisso, talvez as pessoas gastem bem mais que os R$ 60,00 lá dentro.
Natal, até então, é a minha cidade praiana preferida no mundo, então devo voltar muitas e muitas vezes e com certeza vou dar uma passadinha nas piscinas e nas espreguiçadeiras do Vila do Mar!
eSuites Natal Vila do Mar
Endereço: Via Costeira, 4223 – Parque das Dunas, Natal – RN,
A Japan House é muito mais que um centro cultural para exposições, ela é uma organização ligada ao governo japonês, que por enquanto há só 3 no mundo: São Paulo, Los Angeles e Londres, ela faz parcerias na parte de negócios e apoia eventos culturais.
A fachada da Japan House por si só já é uma grande obra de arte:
Ela está localizada na Avenida Paulista, em frente a Casa das Rosas. Para chegar a estação mais próxima é a “Brigadeiro – linha 2 verde” do metrô.
Durante o evento “Japão.br” tivemos a oportunidade de conhecer a Japan House, onde está em exibição a exposição “Sou Fujimoto: Futuros do Futuro”. Corri para escrever sobre essa exposição porque ela foi prorrogada até dia 25 de fevereiro, por isso, ainda dá tempo de você ir lá conferir!
Não conheço muito sobre os grandes nomes da arquitetura atual, mas deu para perceber a importância e o impacto das obras do Fujimoto.
Na primeira parte da exposição intitulada “A arquitetura está em todo lugar”, num primeiro olhar parecem obras de arte moderna, um pouco estranhas.
Mas durante a visita guiada entendemos que para Fujimoto tudo pode ser arquitetura, mesmo em objetos improváveis como uma garrafa pet, um papel de uma churrascaria, um pedaço de rede.
Ele tem uma visão artística e consegue relacionar tudo com possibilidades reais de projetos arquitetônicos. Quando você passa para a segunda parte da exposição você percebe o quanto isso faz sentido, porque ele realmente faz obras únicas usando perspectivas diferentes e originais.
Somos apresentados aos seus projetos, a maioria já construidos ou em construção. Ele faz obras únicas e desafiadoras. Vemos as maquetes e a nossa guia mostra fotos reais dessas obras, onde elas estão e suas funcionalidades.
A “Casa Na” que foi um dos seus primeiros projetos de visibilidade internacional é uma casa bem pequena, que existe em Tóquio e tem moradores reais, sua estrutura é bem ousada e funcional. Ela é toda aberta e virou uma atração turística na cidade.
Outro projeto muito interessante é o desse prédio que está em construção, com todas as suas unidades já vendidas, na França.
Suas sacadas são de um maneira que eu nunca tinha visto. Fujimoto mostra que seus projetos, por mais surreais que possam parecer, são reais, viáveis e principalmente funcionais.
Além desses projetos há muitos outros como a biblioteca repleta de prateleiras por todas as suas paredes, dentro e fora. Tem também uma obra que foi exposta em Londres, que de longe parecia uma nuvem, enfim, diversas obras geniais e de conceitos únicos.
A exposição me deixou interessada em pesquisar mais sobre os trabalhos dele, por serem coisas tão diferentes, tão desafiadoras, sem dúvidas ele é um dos maiores nomes da arquitetura atual.
Eu sou completamente leiga em arquitetura, por isso tentei passar aqui o que achei da exposição, sem qualquer pretensão de dar uma explicação mais técnica (se houver alguma informação errada podem me corrigir nos comentários, ok?).
Recomendo inclusive que você faça uma visita guiada, pois ajuda muito no entendimento dos conceitos das obras.
E já estou curiosa para saber qual será a próxima exposição na Japan House, assim que eu conferir vou contar tudo aqui no blog.
Além das exposições, a Japan House tem diversos livros, objetos de decoração à venda e uma cafeteria com doces japoneses, que são diferentes dos nossos, com menos açúcar, eu particularmente gostei.